ARA SAN JUAN: Ministro argentino confirma suspeita de corrupção no reparo do submarino

O governo argentino confirmou que as autoridades do País investigam suspeita de corrupção durante a reparação do submarino ARA San Juan, desaparecido há mais de 20 dias. Segundo informações da Agência EFE, ainda não foram encontradas evidências claras que confirmem a suspeita. “Houve uma denúncia por corrupção que foi arquivada sem investigação e que dava contas de algumas anomalias. O que eu posso comprovar é que o navio tinha que ser consertado em dois anos e demorou cinco”, disse o ministro de Defesa, Oscar Aguad, em entrevista à emissora TN.

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Esta foi a primeira entrevista de Aguad desde o desaparecimento do ARA San Juan. Aguad afirmou que há relatórios de auditoria que dão conta que o material usado durante a reparação, entre 2008 e 2014, não teve a “qualidade exigida”. Ainda de acordo com ele, “outra série de anomalias, como sobretaxas” precisam ser investigadas.

O ARA San Juan foi construído na Alemanha e incorporado à Marinha argentina em 1985. “A corrupção tem a ver com as sobretaxas, mas os trabalhos foram feitos. Eu acredito que são duas coisas distintas, mas é preciso investigar”, disse Aguad, para quem o problema das Forças Armadas na Argentina é que ela é “estigmatizada” há 34 anos pela repressão de Estado durante as ditaduras e pela guerra das Malvinas contra o Reino Unido em 1982.

Ele afirmou que durante o governo de Cristina Kirchner, a política de defesa era “estigmatizar as Forças Armadas e baixar os salários dos militares”. Questionado se o submarino estava em perfeito estado no dia 13 de novembro, quando deixou o porto austral de Ushuaia para sua base da cidade de Mar del Plata, quando desapareceu, Aguad respondeu que “as evidências dizem que sim”.

O ministro relatou que o ARA San Juan já passou, há um tempo, por “incidente similar” ao defeito da entrada de água. “Com a diferença que, nesse caso, a água não chegou até as baterias”, lembrou. Ele disse que o comandante percebeu o problema e pediu que quando o submarino fosse revisado, no primeiro semestre de 2018, essa questão fosse cuidada.

Fonte: Agência Brasil com inf. de Agência EFE

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