ÁRABE CARACAL traz tecnologia e concorrência para o Brasil, afirmam especialistas

Fonte: Mais Goiás//

Com a promessa de investimentos na ordem de R$ 500 milhões ao longo de 10 anos, a Caracal International lançou no início de abril a pedra fundamental para construção da nova filial da indústria em Anápolis. A empresa fabrica pistolas, metralhadoras e rifles e tem sede Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A filial em Goiás é a primeira do Brasil e deve gerar 1.250 empregos diretos e indiretos no estado. No Brasil, a empresa vai encontrar um mercado dominado por marcas como Imbel e Taurus. A primeira é a responsável pelo fornecimento de armas para o Exército e principal concorrente da Caracal, que aposta na fabricação de armas com maior calibre. O foco da Taurus – empresa gaúcha – são as policiais.

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A operação da Caracal deve começar em um ano e meio. Professor de Empreendedorismo e inovação do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (Ipog), Vandelei Villarino, afirma que o primeiro setor a ser beneficiado com a vinda desta empresa para Goiás é a construção civil. Além disso, Villarino acredita que o investimento na valorização de profissionais locais que se especializaram em engenharia mecânica e áreas semelhantes também será maior. “É claro que eles trazem ‘os cabeças’ da empresa de fora para colocar ordem na casa nova, mas com certeza darão oportunidade para mão de obra especializada local”, afirma o professor. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) já firmou parceria com a Caracal para realizar pesquisas no setor e fornecer mão de obra. Espera-se ainda, afirma Villarino, grande retorno em tributos e na compra de matéria-prima. “Este tipo de empresa já traz confiança de fora. A Caracal não está mirando apenas o mercado brasileiro, mas de toda a América do Sul”, afirma o especialista.

Para Ivan Hermano Filho, especialista em segurança e diretor da empresa Tecnoseg, a vinda da Caracal para Goiás é uma excelente notícia por diversos motivos, entre eles a tecnologia de ponta que a indústria de defesa traz para o Brasil. “Eles têm acesso aos maiores especialistas em armas do mundo, entre design e engenheiros”, afirma Hermano Filho.

Inicialmente, a Caracal vai focar a produção de armas de calibres utilizados pelas forças policiais, o que beneficiará as empresas privadas de segurança que atuam no Brasil. Vale lembrar as policiais brasileiras apenas podem comprar armas de fabricação nacional. “Isso quer dizer que a segurança pública terá acesso ao que existe de mais avançado, o que beneficia a população de forma geral. Se a empresa decidir fabricar armas de calibres menores, os clientes de empresas privadas de segurança também podem ser beneficiados diretamente”, explica Hermano Filho.

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