As três metas do novo secretário da Seprod

O novo secretário da SEPROD, Flávio Augusto Corrêa Basílio, fez ontem em seu discurso de posse declarações merecedoras da atenção das empresas que constituem a Base Industrial de Defesa brasileira.

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Egresso da área econômica, ele deu à sua missão uma visão que passa pela necessidade de forças armadas como requisito para a própria circulação da moeda nacional. Sem entrar em considerações geopolíticas e históricas, fez um importante resumo das principais carências que vem impedindo ao longo das décadas (séculos?) a criação da BID em um país com a extensão territorial da nossa, as riquezas naturais que conhecemos, o patrimônio cultural que desfrutamos e com uma das maiores populações do mundo.

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O novo secretário da SEPROD foi preciso ao estabelecer os três principais vetores de sua gestão: viabilizar o Brasil como exportador de produtos de Defesa e Segurança; maior acesso a instrumentos de financiamento e de garantias por parte da indústria; e medidas estáveis de obtenção de produtos por parte das forças armadas.

Exportação: Nossos produtos têm realmente trânsito internacional, como provam a Avibrás, a Embraer e a Condor – na área de defesa – para ficarmos em exemplos mais conhecidos. À estas empresas, muitas outras deverão se seguir caso a SEPROD logre tornar realidade as intenções manifestadas no discurso de posse de seu novo Secretário. Codificar os nossos produtos de defesa corretamente dentro do Mercosul e outras medidas que podem facilitar a sua comercialização podem vir em complemento ao já robusto esforço de catalogação colocado em curso pelo Ministério da Defesa para inscrição de nossos produtos no cadastro da OTAN.

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Inserir o Ministério da Defesa dentro da burocracia que administra as exportações brasileiras: É essencial que o Estado brasileiro deixe de considerar a Indústria de Defesa como um setor destinado unicamente a atender as Forças Armadas e de Segurança.  É necessário que a BID seja objeto de uma política de Estado e, para isso, que o Ministério da Defesa tenha assento nos órgãos da administração que determinam as políticas industriais e de exportação.

Outro ponto realçado pelo Secretário a necessidade de financiamento e garantias à indústria de defesa, ponto vital para estimular empresários a atuarem no setor. A crítica mais contumaz dos empresários refere-se justamente a falta de continuidade do Estado brasileiro em suas demandas à indústria de Defesa. O que temos ao longo da história são movimentos espasmódicos: o Estado investindo pesadamente em um ano para depois atravessar um período longo sem dar continuidade às encomendas. O Secretário já assinalou esse ponto e vamos crer que irá tomar providências para mitigar esse quadro.

Faltou apenas ao discurso, uma voz de apoio às empresas que atualmente atravessam grandes dificuldades para normalizarem seus recebimentos. No momento, o empresariado está apreensivo pelos débitos que vêm se acumulando no que se refere às encomendas feitas à BID.  Há também a drástica diminuição  de encomendas, conforme falaram à imprensa muito recentemente os Comandantes do Exército e da Marinha.

Uma rápida regularização nesta situação seria o melhor sinal de que as intenções do novo Secretário irão transformar-se em realidade em um curto espaço de tempo.

 

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