ATLÂNTICO SUL: Presidente de Angola se diz preocupado com segurança marítima

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola, Pedro Sebastião, afirmou que o governo do País está preocupado com a concretização do projeto de segurança marítima para proteção do Golfo da Guiné, que visa evitar potenciais atos de pirataria e terrorismo internacional. A declaração foi dada durante abertura da reunião de dirigentes das Forças Armadas da Angola (FAA).

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De acordo com Sebastião, as FAA devem, nestes tempos de paz, buscar a autossuficiência no provimento da sua logística, especialmente em relação à indústria de defesa. Para ele, as Forças Armadas do País devem buscar produzir seus equipamentos de defesa localmente. Um dos avanços apontados pelo ministro foi o aumento da produção de fardamentos e botas.  “É preciso não deixar morrer estas iniciativas que vêm já de há algum tempo, mas que encontram entraves burocráticos e outros que matam, à partida, qualquer boa intenção”, disse. Para o ministro são necessárias mais iniciativas para o desenvolvimento de uma indústria de defesa.

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O ministro falou do prestígio que as FAA granjearam no continente, na região austral de África, com realce para a SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), assegurando que vai continuar a fomentar a cooperação e articulação com organizações da região.

BRASIL E ANGOLA
Brasil e Angola são integrantes da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa). Em 2013, os dois países assinaram um compromisso de fortalecimento de parceria estratégica em defesa. Naquela época, o país africano pediu ajuda ao Brasil para criar uma indústria de defesa com objetivo de  reduzir a dependência  do exterior na compra de material bélico. Os dois países também integram a Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul. Na área de ensino, Brasil e Angola já têm parceria em cursos oferecidos pela Escola de Guerra Naval (EGN) da Marinha brasileira. A instituição forma, anualmente, cerca de mil alunos, distribuídos em cinco cursos, inclusive Estudos Marítimos.

Fonte: Com inf. de Jornal de Angola

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