ATRASO no lançamento do satélite geoestacionário não gera gastos extras, garante MD

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Previsto para ser lançado em 21 de março, o satélite geoestacionário brasileiro continua sem perspectiva de lançamento pelo Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Segundo o secretário de Produtos (Seprod) do Ministério da Defesa, Flávio Basílio, o atraso não gera gastos extras para o Brasil. “É um programa muito grande e isso (atrasos) já faz parte da previsão. Ou seja, da mesma forma que existe seguro relacionado a qualquer tipo de imprevisto, essa questão já está coberta dentro de eventos que não são gerenciáveis, mas que podem acontecer num processo tão complexo como esse”, explicou em entrevista ao site Indústria de Defesa & Segurança (ID&S) durante a LAAD Defense and Security.

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Com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos, o lançamento do SGDC poderá ser realizado a qualquer dia e depende apenas de um posicionamento do governo francês, segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Com os sistemas de lançamento e condições meteorológicas em ordem, o lançamento pode ser realizado em qualquer dia”. “O adiamento do envio à órbita do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) ocorre em função da greve geral realizada em Kourou, na Guiana Francesa, cidade que sedia a Base de lançamento da Ariane 5. Assim que o acesso ao local for liberado, será definida uma nova data de lançamento do SGDC, sem prejuízos aos projetos de Defesa e Comunicações”, explicou em nota por meio da assessoria de comunicação.

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Para Flávio Basílio, o agendamento do lançamento é um “problema soberano da França”, que não cabe ao Brasil resolver. “O fato é que o Brasil está muito bem encaminhado, está em fase final de lançamento que pode gerar transformações importantes para a economia brasileira na área de comunicações e principalmente em acesso à banda larga. Claro que nós sabemos que aconteceu um problema na Guiana Francesa, mas isso é um problema soberano da França, tal como se acontecesse aqui no Brasil nós também iríamos resolver. Isso está sendo solucionado então logo que abra a possibilidade – porque é um processo complexo – esse satélite será lançado”, explicou o secretário da Seprod.

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
Desenvolvido pela francesa Thales Alenia em um acordo de transferência de tecnologia, o projeto do satélite contou com a participação das empresas brasileiras Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e AEL Sistemas. Supervisionado pela Visiona Tecnologia Espacial, em parceria com a Embraer e Telebras, o equipamento começou a ser desenvolvido em 2013. “Temos um contrato com a Visiona para entregar um satélite e isso já fizemos”, explicou o vice-presidente da Thales Alenia Space no Brasil, Joël Chenet, afirmando que não cabe a desenvolvedora à negociação dos tramites para o lançamento. 

 

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