BID: Defesa vê pouco estímulo do governo à pesquisa e inovação

As ações do governo federal para estimular PD&I (pesquisa, desenvolvimento e inovação) devem ser insuficientes para satisfazer a indústria nacional de defesa e, menos ainda, para inserir a tecnologia brasileira no mercado internacional. A avaliação é Ministério da Defesa no sumário executivo do documento “Cenário de Defesa 2020-2039″, ao qual o UOL obteve acesso.

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No texto, a Defesa também afirma que o orçamento limitado pelo teto de gastos públicos até 2037 e as demandas reprimidas vão ampliar a obsolescência das Forças Armadas. A publicação embasa o planejamento estratégico da pasta e das Forças Armadas e, para tanto, comenta situações ligadas à segurança e à defesa do Brasil e projeta possíveis desdobramentos. O texto é também um dos componentes que fundamentam a Política e a Estratégia Nacionais de Defesa.

“As atuais demandas das Forças Armadas, a defasagem tecnológica e os laços econômicos, políticos e militares entre os maiores compradores e fornecedores de sistemas de defesa provavelmente manterão a indústria brasileira com as capacidades existentes, com avanços setorizados, sem, contudo, conseguir abrir novos mercados que lhe permitam se autofinanciar e se desenvolver na direção da autossuficiência. Suas vendas continuarão dependentes de fornecedores estrangeiros de componentes e as Forças Armadas deles dependentes.”

O ranking integrante do relatório “The Global Competitiveness Index 2016–2017″, formulado pelo Fórum Econômico Mundial, posiciona o Brasil em 100º lugar dentre 138 países no quesito inovação. O Brasil ficou com um resultado de 3.1 de pontuação que vai de 1 a 7. O ranking é citado em “Cenário de Defesa 2020-2039″.

No comparativo, a Suíça ficou em primeiro lugar, com pontuação de 5.80. Em último, ficou o Iêmen, país que enfrenta grave guerra civil, com 2.16 pontos. Para o resultado, são considerados capacidade de inovação, qualidade dos institutos de pesquisa científica, empresas que investem em PD&I, colaborações entre indústrias e universidades, aplicação de patentes, proteção à propriedade intelectual, disponibilidade de cientistas e engenheiros, e aquisição de produtos de alta tecnologia pelo governo.

Como alternativa, a Defesa propõe inserir mais projetos de interesse da pasta em programas governamentais de outros ministérios bem como aumentar parcerias com empresas privadas. Embora a situação brasileira seja de incertezas, a atual defasagem tecnológica não será superada pelos países da região, segundo o “Cenário de Defesa 2020 – 2039″.

No documento, o governo diz que os países sul-americanos também não conseguirão se igualar nem superar o Brasil em orçamento militar por causa do nível de cooperação sul-americana, da dimensão relativa do PIB brasileiro e do histórico de gastos com defesa na região.

Fonte: UOL via Notimp FAB – publicada em 20/01

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