BOEING reforça continuidade das negociações com a Embraer

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O presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, reforçou que a empresa americana continua nas tratativas para um acordo com a Embraer. De acordo com ele, será necessário mais trabalho para negociar termos que satisfaçam o governo brasileiro, que detém uma participação de controle na empresa. “Pensamos que é importante esta oportunidade com a Embraer”, disse durante divulgação dos resultados da empresa na última quarta-feira, 31 de janeiro.

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“É um excelente ajuste estratégico. Continuamos a ter discussões produtivas sobre esse tema, e sabemos que o governo do Brasil levantou algumas preocupações ou questões que respeitamos plenamente, e estamos trabalhando nos detalhes das opções e fazendo isso de forma muito diligente . Tenho a esperança de que possamos concluir esse acordo”.

No centro das preocupações do Brasil, está a sua capacidade para reter o poder de veto sobre os negócios da Embraer, especificamente seus programas de defesa. O Brasil rejeitou a ideia da Boeing assumir a empresa em vez de oferecer uma parceria ou joint venture, disse uma fonte do governo brasileiro à Reuters no início deste mês. A Boeing está aberta à ideia de preservar a golden share do país, disse outra fonte.

Um acordo poderia expandir a linha de produtos de defesa da Boeing com aeronaves como o turbopropulsor Super Tucano e o avião de transporte KC-390 fabricado pela Embraer. As duas empresas já trabalham juntas na comercialização do KC-390 em todo o mundo. Mas os analistas dizem que o verdadeiro benefício para a Boeing seria visto no setor comercial, já que as aeronaves da Embraer estão melhores posicionadas para competir no mercado de aviões da série C que concorrem com a Bombardier e Airbus.

Muilenburg amenizou esse efeito dizendo que “o trabalho que estamos fazendo no mercado de aeronaves comerciais e a ação da Embraer são duas atividades separadas. Eles não são dependentes ou influenciam-se uns aos outros”. A Embraer e a Boeing têm linhas de produtos “complementares”, capacidades de serviços e investimentos em talentos e inovações crescentes, mas o futuro da Boeing não depende de chegar a um acordo com a Embraer, disse ele.

“Mesmo que esse [acordo]não aconteça, temos um plano muito forte para o futuro. Temos uma estratégia sólida, sabemos exatamente como vamos crescer para o futuro, temos os investimentos certos identificados. Estamos prontos para competir e vencer no futuro, independentemente dos resultados desses assuntos comerciais ou do potencial acordo com a Embraer e vamos ficar muito focados na execução dessa estratégia”.

Fonte: Defense News

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