BRASIL vai discutir segurança nas fronteiras com Bolívia e Peru

Fonte: Portal Brasil//

Nas próximas semanas, o governo brasileiro se reúne com representantes da Bolívia e do Peru para estabelecer acordos de inteligência e defesa para o combate a organizações criminosas que atuam nas fronteiras entre os países. O encontro com as autoridades peruanas deve ocorrer no dia 11, em Tabatinga (AM), e nos dias 16 e 17 será a vez da reunião com representantes do governo boliviano, em La Paz. Reuniões do mesmo tipo já foram realizadas com países do Cone Sul e com a Colômbia. As informações foram apresentadas na manhã da última sexta-feira (4) pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, a deputados federais da bancada do Rio de Janeiro.

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“Temos uma ação conjunta desenvolvida com o Ministério das Relações Exteriores com esses países, criando acordos operacionais em termos de inteligência, defesa e forças policiais para o combate a esses crimes transnacionais”, disse o ministro. Jungmann e representantes das Forças Armadas apresentaram aos parlamentares ações que vêm sendo realizadas nas fronteiras para combater crimes como o tráfico de drogas, de armas e de pessoas. O ministro explicou que as ações estão relacionadas ao combate à criminalidade em centros como o Rio de Janeiro, que é o destino de armas e drogas que atravessam ilegalmente a fronteira.

“O nosso objetivo é reduzir a capacidade operacional e golpear o crime. Para isso, tem que desmantelar os arsenais, chegar ao comando [das quadrilhas]e sufocar, retirar a capacidade financeira, o dinheiro. É isso que muda”, reforçou o ministro em entrevista coletiva a jornalistas após a apresentação.

MONITORAMENTO NAS FRONTEIRAS
Os militares apresentaram o projeto-piloto do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sisfron), que está em desenvolvimento para aumentar a capacidade de vigilância e tomada de decisões na região da fronteira. O projeto está sendo desenvolvido pelo Exército na fronteira com o Paraguai, mas o objetivo é expandir em 2019.

Também foram apresentados resultados da Operação Ágata, que une as três forças e outros órgãos no monitoramento da faixa de fronteira de todo o território nacional. Em 2017, 11 mil agentes participaram da operação, que apreendeu cerca de R$ 27 milhões em produtos ilícitos. A Operação Ostium, por sua vez, estabeleceu rotas de entrada e saída de tráfego aéreo nas fronteiras do País desde março, reduzindo em 75% o número de voos desconhecidos. Nesse período, 153 interceptações foram realizadas.

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