Breve Abordagem à Geografia Africana

Fonte: Triangulo Atlântico//

A África faz parte da maior massa contínua de terra do planeta conhecida como Hemisfério Oriental. Encontra-se separada da massa eurasiana pelo mar Mediterrâneo e liga-se à Ásia na sua extremidade nordeste pelo istmo de Suez. A África, assim como a América do Sul, é um continente compacto na classificação do geógrafo Renner, dado que há um equilíbrio entre as distâncias cardinais de seus pontos extremos. A distância entre o ponto mais ao norte (Ras ben Sakka, em Marrocos, à latitude 37°21′ N) e mais ao sul (cabo das Agulhas na África do Sul, à latitude 34°51’15 S) do continente é de cerca de 8.000 quilômetros. Longitudinalmente, a distância entre o ponto mais ocidental da África, o Cabo Verde, no Senegal, à longitude 17°33’22 O, até o mais oriental localizado em Ras Hafun na Somália, à longitude 51°27’52 L, é de cerca de 7400 km.

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A África ao norte e na costa ocidental é banhada pelo oceano Atlântico e pelo oceano Índico do lado oriental. O comprimento da linha de costa é de mais de 26000 km. Olhando pelo meridiano de Greenwich, o território africano distribui-se pelos quatro hemisférios do planeta Terra e possui cinco fusos horários. O continente africano espraia-se pelos dois hemisférios, tendo uma parcela um pouco maior do seu território no hemisfério norte. Cortam a África três grandes paralelos terrestres: Equador, Trópico de Câncer e Trópico de Capricórnio. A linha do Equador divide a África em duas partes distintas: o norte é bastante extenso no sentido leste-oeste; o sul, mais estreito, afunila-se onde as águas do Índico se encontram com as do Atlântico.

CLIMA
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A África está compreendida em apenas duas zonas climáticas: a zona intertropical (equatorial e tropical norte e sul), que representa mais de 40% de todos os territórios tropicais e que abrange cerca de 80% da África; e a zona temperada do norte e do sul (desértico e mediterrâneo). Por isto, existem paralelos climáticos acima e abaixo do equador, que só se diferenciam em função de condições locais como natureza do solo e altitude. Por comportar quase três quartos do continente, é comum na zona intertropical que a maioria dos países africanos enfrentem altas temperaturas com pequenas variações anuais. A região equatorial, por exemplo, é marcada por uma única estação com uma temperatura diária e noturna de, em média, 25-30 graus. É caracterizada também por um grande período chuvoso e uma extensa floresta tropical, resultando em clima quente e úmido o ano inteiro na região centro-oeste do continente.

Outra grande parcela do continente africano do centro ao sul possui clima tropical quente com invernos secos, inclusive a ilha de Madagascar. Nos desertos do Saara e de Kalahari o clima é seco e com grandes variações de temperatura entre o dia e a noite. O clima temperado com características mediterrâneas se apresenta em pequenos trechos no norte e no sul do continente, apresentando-se quente com invernos húmidos e propício para a atividade agrícola. A pluviosidade desigual do terriório africano conduz a uma diversidade ambiental no continente. As chuvas se concentram no centro do continente, mas são insignificantes nas regiões próximas aos Trópicos de Câncer e de Capricórnio, gerando os desertos do Saara, e do Kalahari.

LITORAL
A África é banhada, a oeste, pelo oceano Atlântico, a leste, pelo oceano Índico, ao norte, pelo mar Mediterrâneo e a nordeste, pelo mar Vermelho. A costa do continente tem 27.638 km, sendo que destes, 10.840 km no oceano Atlântico, 8.548 km no oceano Índico, restando 5.254 km para o mar Mediterrâneo e apenas 2.960 km para o mar Vermelho. A costa do continente é, em geral, retilínea sem grandes áreas abrigadas, o que explica largos trechos sem bons portos. Todavia, alguns acidentes geográficos litorâneos merecem destaque: o golfo da Guiné no Atlântico Sul; e o estreito de Gibraltar, entre o oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo. Ao leste do continente, encontram-se o Chifre da África e o golfo de Áden, que é formado pelo oceano Índico e pela península Arábica. Ao sul, encontra-se o cabo da Boa Esperança. No entorno da África existem poucas ilhas. No Atlântico, localizam-se as ilhas de formação vulcânica como as Canárias, os arquipélagos de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde. No oceano Índico estão Madagascar, a maior da região, Comores, Maurício e Seychelles.placas-tectonicas-america-e-africa

RELEVO
O relevo africano é formado predominantemente por planaltos, razão que justifica sua altitude média de cerca de 660 metros, mais que o dobro da Europa, apesar de não haver na África cordilheiras comparáveis as existentes nos demais continentes. As regiões central e ocidental são ocupadas por planaltos intensamente erodidos, constituídos de rochas muito antigas e limitados por grandes escarpamentos. Estes planaltos são cortados por rios, lagos e grandes bacias hidrográficas, como as do Nilo, do Congo, do Chade, do Níger, do Zambeze, do Limpopo, do Cubango e do Orange.

africa-relevoPróximo ao litoral, situam-se as planícies costeiras e a oeste e nordeste do continente se estendem para o interior, como as planícies banhadas pelos rios Níger e do Congo. Na África oriental há uma grande falha geológica estendendo-se de norte a sul, conhecida como o Grande Vale do Rift, cercado de montanhas, algumas com atividades vulcânicas, e grandes depressões. Neste espaço se localizam os maiores picos do continente: o Quilimanjaro (5.895 metros), o monte Quênia (5.199 metros) e o Ruwenzori (5.109 metros).

Outras regiões que merecem destaque no relevo do continente são a Cadeia do Cabo, na África do Sul, e a Cadeia do Atlas, que ocupa a região setentrional do Marrocos, da Argélia e da Tunísia, e os antigos maciços montanhosos em diferentes pontos do continente: o da Etiópia, formado a partir de erupções vulcânicas, o de Fouta Djalon e o de Hoggar. Na Cadeia do Cabo, o subsolo apresenta significativas reservas de recursos naturais, como petróleo, gás natural, ferro, urânio e fosfato.

HIDROGRAFIA
A África é, proporcionalmente, o continente mais desértico do mundo. Seus dois grandes desertos, o Saara e o Kalahari, representaram historicamente uma barreira à penetração no continente. Com desertos ao norte e ao sul, a África possui relativamente poucos rios. Uma inclinação do relevo africano favorece a drenagem das águas das chuvas pelas bacias fluviais no interior do continente. Alguns rios são muito volumosos, por estarem localizados em regiões tropicais e equatoriais; outros atravessam áreas desérticas, tornando a vida possível ao longo de suas margens. Destes, o de maior relevância é o rio Nilo, o segundo mais extenso do mundo (após o Solimões-Amazonas), com comprimento superior a 6.500 quilômetros. Este rio nasce nas proximidades do lago Vitória, percorre o nordeste africano e desagua no mar Mediterrâneo. Forma, com seus afluentes, uma bacia de quase três milhões de quilômetros quadrados. O vale do rio Nilo, abaixo da confluência entre os seus dois rios formadores, o Nilo Branco e o Nilo Azul, apresenta um solo extremamente fértil, no qual se pratica intensamente a agricultura. A grande e antiga civilização egípcia, em parte, desenvolveu-se em função de seu ciclo anual de cheias.

a-importancia-do-rio-nilo-4Além do Nilo, outros rios importantes para a África são o Congo e o Níger. A bacia do Congo (quase 4 milhões de km quadrados) situa-se na faixa do Equador e tem sua maior parte correndo no planalto o que limita seu acesso marítimo. O Niger margeia ao sul o Saara mais desemboca no Atlântico com um caudal de mais de 25.000 metros cúbicos. Menos extensos, mas igualmente relevantes, são o Zambeze, o Senegal, o Orange, o Limpopo e o Zaire. Todos estes rios descem de planaltos, despencando em quedas, o que leva a que o continente africano detenha o maior potencial hidroelétrico do planeta. Desta forma, os rios africanos não cumprem, pela sua natureza, a função de portais de acesso e de vias de penetração e comunicação da ação humana.

No que se refere aos lagos, a África possui alguns dos mais extensos e profundos, dos mais largos e compridos, a maioria situada a leste do continente, como o Vitória, o maior do continente, com área superior a mais de 60.000 km quadrados, o Rodolfo e o Tanganica.

Este último, com quase 1.500 metros de profundidade, evidencia com maior ênfase a grande falha geológica na qual se alojaram os lagos mencionados. Em outros espaços africanos encontram-se regiões de depressão circundadas por planaltos que dão origem a outros tipos de lagos. Estes lagos de depressão são conhecidos no sul do continente como pailas e no norte como chotts e carecem de emissários contribuintes significativos sendo meros depósitos de chuvas ocasionais e quase todos temporários e salgados. O maior de todos é o lago Chad que é perene e situado na região centro-oeste do continente e de água doce.

VEGETAÇÃO
A rica biodiversidade é um dos aspectos mais importantes a respeito da África e está presente também na sua vegetação, conservando diversas espécies da flora. Nos litorais do norte e do sul do continente, encontramos uma vegetação mediterrânea de arbustos e gramíneas. Devido ao verão menos húmido ao norte e ao sul, encontram-se as savanas, que constituem o tipo de vegetação mais abundante no continente. Nos seus entornos encontramos as estepes, de temperaturas mais amenas, pluviosidade menor e estações secas bem pronunciadas. As estepes se expandem até atingirem áreas mais secas e progressivamente mais ralas, que se transformam em desertos. Já nas áreas de clima equatorial, o índice pluviométrico é relativamente alto, contribuindo para a formação da floresta equatorial

GEOGRAFIA POLÍTICA
A Geografia Política da África é, atualmente, o resultado do processo da ocupação europeia do continente. Todavia, movimentos separatistas têm frequentemente alterado as feições políticas do continente, que, em 2010, se apresentava com 54 Estados autônomos e seis territórios não independentes. É importante ressaltar que a África, dentre todos os continentes, é, no momento, a detentora da maior dinâmica de alteração dos espaços políticos pela fusão ou cisão de países. Optamos por tratar a geografia política do continente africano buscando dar alguma homogeneidade na análise. Para isso, procuramos agrupar os países em conjuntos homogêneos, algo que não constituiu tarefa simples. Dividiremos o continente em cinco regiões principais: África Setentrional, África Ocidental, África Central, África Oriental e África Austral, sendo as quatro últimas partes da África Subsaariana.

ÁFRICA SETENTRIONAL
A África Setentrional compreende os territórios do Egito, da Líbia, da Tunísia, da Argélia, do Marrocos e do antigo Rio de Ouro, hoje Saara Ocidental. Esta região comporta duas subdivisões: o Baixo Nilo e o Magrebe.

BAIXO NILO
O Baixo Nilo corresponde ao território do Egito. Apesar de o Egito se localizar em pleno Saara, o curso do rio Nilo o coloca em outra região. Este rio corta o país de norte a sul. O vale que ele forma é bastante fértil, permitindo uma maior população se comparada às dos demais países saarianos. A sua capital, Cairo, é uma das maiores cidades africanas e também do mundo, cuja região metropolitana chega a aproximadamente 16,5 milhões de habitantes (2011). Maior economia agrária da região, o algodão é o principal produto, seguido do milho, trigo e arroz. Além disso, o desenvolvimento industrial siderúrgico, têxtil, elétrico, químico e alimentar é considerável. O país possui, ainda, reservas naturais de petróleo, gás natural, potássio, fosfato e ferro. Por conta destas características geopolítica e de riquezas naturais, o Egito figura como principal país da África Setentrional.great_sphinx_of_giza_foreground_pyramid_of_menkaure_background-_cairo_egypt_north_africa

MAGREBE
A região do magrebe compreende o noroeste africano e abarca o Saara Ocidental, onde se situam os estados nacionais de Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia. Problemática é a situação do território do Saara Ocidental, colonizado pela Espanha, e que é disputado pelo Marrocos, pela Mauritânia e pela Argélia. Seus traços geográficos característicos são a cordilheira Atlas e o gigantesco Deserto do Saara, que possui duas faces: Erg, arenoso, e Hamadas, rochoso. Ao norte do Atlas temos o clima mediterrâneo, ao sul do tipo desértico. A população distribui-se de modo irregular: concentrada nas regiões húmidas e, naturalmente, escassa nas regiões desérticas, habitada pelos berberes, majoritariamente islâmicos. Dado o clima, a agropecuária é incipiente, embora suficiente para sustentar significante parcela da população desses países. Na agricultura mediterrânea predominam as vinhas, os cítricos, as oliveiras e as tâmaras. A região é ainda muito rica em minérios, como o fosfato (Marrocos e Tunísia), sendo os países aí situados grandes exportadores. Há ainda neste espaço importantes centros industriais, como Argel, Túnis, Orã, Casablanca, Rabat, Fez e Marrakesh, que são também algumas das mais bonitas e maiores cidades africanas. Além dos minérios e das indústrias ligadas a este ramo, países como Líbia e Argélia possuem ricas reservas naturais de petróleo e gás, ambos os países são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).img_2665

ÁFRICA OCIDENTAL
A África Ocidental engloba Mali, Senegal, Gâmbia, Guiné Bissau, Cabo Verde, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Burkina Faso, Gana, Togo, Benim, Níger e a Nigéria. Está subdividida em Saara Central e o Alto Golfo da Guiné.

SAARA CENTRAL
O deserto do Saara é o traço predominante de dois países: Mali e Níger, compondo a mesma sub-região. A população é formada basicamente por negros e árabes. O clima de deserto não favorece as atividades econômicas, sendo a agricultura possível somente nos oásis. O nomadismo predomina. A principal atividade econômica é a pecuária. Destacam-se as reservas de petróleo, gás natural, ferro e urânio.

ALTO GOLFO DA GUINÉ
Engloba Senegal, Gâmbia, Guiné Bissau, Cabo Verde, Guiné, Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Burkina Faso, Gana, Togo, Benim e a Nigéria. A antiguidade dos terrenos os marca pela erosão de formações rochosas cristalinas. Predomina o clima equatorial dividido entre as savanas ao norte e densas florestas ao sul, com altos indíces pluviométricos. Apresenta uma grande densidade demográfica, sendo a Nigéria o país mais populoso, predominando a atividade agrícola. Historicamente, predominam na agricultura de exportação o café, o cacau, o amendoim, a banana e a borracha. As atividades industriais estão vinculadas ao capital estrangeiro, destacando-se a Nigéria, a Costa do Marfim e o Senegal.

ÁFRICA CENTRAL
A Região da África Central é compreendida por três sub-regiões: o Saara Transitivo, a África Centro-Ocidental e o Baixo Golfo da Guiné; e oito países: Chade, Camarões, República Centro Africana, Ruanda, República Democrática do Congo, Gabão, Congo e Guiné equatorial, além das ilhas de São Tomé e Príncipe.

SAARA TRANSITIVO
O Chade e a República Centro Africana fazem esta sub-região, cujo espaço situa-se na transição do deserto do Saara para a savana africana, contendo parte do chamado Sahel, franja do deserto tida como o mais habitável dos espaços da região. O clima desértico aliado à aridez do solo, inibe diversas atividades econômicas, e, consequentemente, prejudica as atividades industriais.

ÁFRICA CENTRO-OCIDENTAL
A República do Congo e a República Democrática do Congo (RDC) se localizam nesta parcela equatorial do continente, cujos limites são: a oeste, o oceano Atlântico; e à leste, altas escarpas montanhosas e grandes falhamentos. No restante do território, a alternância de planaltos e planícies cortadas por cursos de rios caudalosos, com grande potencial para a geração de energia hidroelétrica. Além do clima equatorial, ao sul da região, é predominante o clima tropical e as savanas. Por conta das características físicas apresentadas, a sub-região apresenta baixa densidade populacional, cujos habitantes são em sua maioria negros, pertencentes maioritariamente ao grupo banto. A região mais densa em população se situa no entorno da calha do rio Congo, na República Democrática do Congo (RDC). A extração de madeira das florestas equatoriais é parte importante da economia da região. Outra atividade de bastante relevância econômica é a exploração mineral, sobretudo na República Democrática do Congo, onde é possível encontrar boas reservas de cobre, cobalto, manganês e ferro.

BAIXO GOLFO DA GUINÉ
A sub-região do Baixo Golfo da Guiné abrange quatro países: São Tomé e Príncipe, Gâmbia, Camarões e Guiné Equatorial. No território continental, por conta das erosões, verifica-se a presença de formações rochosas cristalinas. O clima equatorial favorece áreas de savanas, mais comuns no norte da região, e florestas densas ao sul, onde as chuvas são mais comuns. A agricultura concentra a maior parcela da força de trabalho. A lavoura de subsistência e o cultivo de produtos tropicais destinados à exportação compõem a agricultura da região. Os principais produtos são: café, cacau, amendoim, banana e borracha. As expectativas de maior desenvolvimento provêm das recém-descobertas reservas minerais, na Gâmbia e em Camarões, e de petróleo na Guiné Equatorial.zebras_serengeti_savana_plains_tanzania

ÁFRICA AUSTRAL
A região compreende Angola, Zâmbia, Malauí, Moçambique, as Ilhas Comores, Madagascar, Namíbia, Botsuana, Zimbábue, as Ilhas Maurício, as Ilhas Seichelles, a Suazilândia, o Lesoto e a África do Sul. Podemos dividi-la na sua porção continental e insular.

ÁFRICA AUSTRAL CONTINENTAL 
Compreende Angola, Zâmbia, Malauí, Moçambique, Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Suazilândia, o Lesoto e a África do Sul. O relevo é marcado pelos planaltos e pelas depressões litorâneas. O clima alterna entre o tropical úmido, o desértico e o mediterrâneo. A vegetação alterna entre as savanas, estepes e as florestas. Extremamente rica em reservas minerais, estas sustentam as principais atividades econômicas. Temos a expressiva atividade petrolífica em Angola e a atividade mineradora na África do Sul e na Zâmbia. Temos uma forte agricultura de clima mediterrâneo, com vinhas, oliveiras, e de clima tropical, com cana-de-açúcar, café, fumo e algodão. Destaca-se ainda a criação extensiva de gado bovino. A forte industrialização se concentra na África do Sul, nas cidades industriais de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban. Historicamente se construiu uma forte desigualdade entre as minorias brancas e a maioria negra, com a constituição de regimes de supremacia branca.mineracao

ÁFRICA AUSTRAL INSULAR
Compreende Madagascar, as Ilhas Comores, as Ilhas Seichelles e as Ilhas Maurício. Destaca-se a ilha de Madagascar em extensão territorial, sendo todos esses países banhados pelo oceano Índico. Destaca-se a atividade turística como pilar econômico da região.

ÁFRICA ORIENTAL
Compreende o Sudão, o Sudão do Sul, Eritreia, Djibouti, Etiópia, Somália, Quênia, Uganda, Ruanda, Burundi e a Tanzânia. Subdividimos a região em Alto Nilo, Chifre da África e África Centro-Oriental. A África Oriental é uma das regiões mais pobres do continente, fortemente marcada pelos confllitos étnicos e pela fome.

ALTO NILO
Compreende o Sudão e o Sudão do Sul, ambos marcados pelo Saara e pelo rio Nilo, e seus tributários e formadores os rios Nilo Branco e Nilo Azul, que cortam esses países, favorecendo a concentração demográfica, em contraste com as demais regiões desérticas. A população se divide em árabes e berberes, ao norte, e negros ao sul, tendo sua maior presença no Sudão do Sul. Sua economia agrária é forte na produção de algodão, milho, trigo e arroz. Destaca-se a recente descoberta de petróleo, e suas consequentes modificações econômicas.

CHIFRE DA ÁFRICA
Compreende a Eritreia, o Djibouti, a Etiópia e a Somália, também conhecida como Cornucópia da África. A região é marcada pela pobreza de recursos naturais e a baixa produtividade. Recentemente a pirataria tem se destacado nas costas da Somália. Predomina a população negra banto. E a região é fortemente marcada por sistemáticas crises de fome.

ÁFRICA CENTRO-ORIENTAL
Compreende Quênia, Uganda, Ruanda, Burundi e a Tanzânia. Marcada pelas poucas planícies e os altos planaltos com grandes falhas geológicas, vulcões e os grandes lagos. Destaca-se o clima tropical e a altitude moderando as temperaturas. A vegetação alterna-se entre florestas equatoriais, savanas e vegetação desértica. A população é bem variada, predominando os camitas, árabes, indianos e europeus. Destaca-se a importância das atividades agrícolas, em que predominam historicamente a exportação de café e de algodão. Significativa ainda é a importância da cidade de Nairobi para a região que é pobre em recursos naturais, com pequenas jazidas de ouro, platina, cobre, estanho e tungstênio. É fortemente marcada pelos conflitos étnicos.whats-new_

 

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