Com contingenciamento, PROSUB tem verba para só mais 4 meses

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

O contingenciamento de R$ 6 bilhões do orçamento previsto para os investimentos da Defesa neste ano pode afetar os avanços da construção dos novos submarinos da Marinha do Brasil. De acordo com o coordenador geral do Prosub, Almirante Max Hirschfeld, o valor do repasse ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos permite manter o ritmo da construção somente até agosto ou setembro. “Com o contingenciamento do jeito que está eu consigo cumprir meus compromissos até agosto e setembro. A gente espera que aos poucos esse recurso seja liberado”, disse.

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O Prosub prevê a construção de quatro submarinos do modelo francês “Scorpène” e um de propulsão nuclear. No planejamento do programa, a Marinha ainda precisa construir um Estaleiro e uma Base Naval. De acordo com o Almirante Max, mais de 60% da construção já está pronta. A finalização do primeiro submarino convencional (S-BR1) depende da estrutura do Estaleiro. O cronograma atual prevê que as primeiras duas seções do submarino sejam transferidas em julho para o estaleiro e as duas últimas, em novembro. Se tudo acontecer como o previsto, o lançamento ao mar do S-BR1 será em julho de 2018. Após cerca de dois anos de testes de porto e de mar, o submarino batizado de Riachuelo será transferido ao setor operativo da Marinha.

Em seu histórico, o Prosub já passou por atrasos devido a falta de verba. O corte orçamentário de 2015 resultou na redução do ritmo das obras do Estaleiro e da Base Naval. De acordo com a Marinha, “para não causar impacto no processo de construção dos S-BR, foi atribuída prioridade ao Estaleiro de Construção e ao Ship Lift (Elevador de Navios), de modo a que sua prontificação esteja adequada ao objetivo de lançamento ao mar do primeiro S-BR, o S. Riachuelo, em julho de 2018”. Ainda segundo a Força Naval, as obras da UFEM, do prédio principal do estaleiro, do pátio de manobra de submarinos e de alguns berços de atracação do cais principal e auxiliar já foram concluídas.

De acordo com o Almirante Max, assim que as seções do S-BR1 forem transferidas para o estaleiro, as seções do terceiro submarino começarão a ser montadas na UFEM (Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas).

TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA
Segundo a Marinha, a participação da indústria brasileira no Prosub é realizada de duas formas. A primeira refere-se aos itens cuja tecnologia é existente no País, como aqueles usados na construção da infraestrutura industrial, em que a utilização expressiva de materiais, sistemas, equipamentos, máquinas e insumos nacionais é o objetivo principal. A segunda refere-se aos itens em que há necessidade de transferência de tecnologia de empresas estrangeiras para as nacionais, como a nacionalização de sistemas e equipamentos dos submarinos convencionais e do submarino com propulsão nuclear. O programa já conta com a capacitação de 200 engenheiros e projetistas. E, de acordo com a Força Naval, deve empregar 600 engenheiros no projeto do submarino de propulsão nuclear.

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1 Comentário

  1. antonio carlos on

    +1 Comprovação que esse programa era como os outros da máfia pt. Tudo na era deles foi para roubar. O estaleiro do PROSUB foi doado para Odebrecht sem licitação, corromperam oficiais da marinha para isso. Ainda faliram a esquadra e o estado brasileiro e agora isso.

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