COM GRIPEN, Brasil poderá disputar negócios de US$ 370 bilhões

Fonte: Com inf. de Estadão//

O novo caça da Força Aérea Brasileira (FAB), o Gripen NG, poderá levar o Brasil a disputar negócios de até US$ 370 bilhões, segundo dados Centro de Estudos da Defesa, de Londres, divulgados pelo jornal Estado de SP. O contrato atual, de US$ 4,7 bilhões, com uma cláusula de transferência de tecnologia, prevê amplo acesso a informações técnicas, capazes de dar a agências do governo, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), e a complexos industriais, como a Embraer, a capacidade de desenvolver uma aeronave de alto desempenho em dez anos.

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Atualmente em desenvolvimento na Suécia, o Gripen será incorporado ao Grupo Fox em 2019. Há a algumas semanas a versão F, da Força Aérea Sueca, começou a passar por testes de voo. No entanto, a versão brasileira NG, que possui especificações mais avançadas, deverá ser testada apenas nos próximos anos. As atividades do projeto Gripen poderão gerar 2,2 mil empregos diretos no setor aeroespacial, “e mais 14.650 postos de trabalho, incluindo outros setores da economia”, diz o gerente de offset na Comissão Coordenadora Aeronave de Combate (Copac), capitão Gustavo Pascotto. Segundo o oficial, “o valor financeiro de todas as contrapartidas financeiras estabelecidas na transação sueco-brasileira supera os US$ 9 bilhões, mais que o dobro do valor de compra.

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Todavia, a previsão é que só por volta de 2050 haja necessidade de trocar a frota que está nesse momento em formação. Até lá, os F-39, como serão chamados os Gripen na FAB, vão passar ao menos por dois ciclos de modernização. O primeiro lote, de 36 unidades, terá sido suplementado por outras encomendas, já então atendidas pela fábrica da Embraer Defesa e Segurança (EDS), em Gavião Peixoto (SP). O número total pode chegar a cerca de 150 aeronaves.

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De acordo com o analista britânico, Alex Stephenson, o mercado que o Brasil almeja se inserir terá o domínio de cinco protagonistas na próxima década – Estados Unidos, Rússia, China, Suécia e Índia -, com a entrada de novos participantes, como Coreia do Sul, Japão e Turquia. A estimativa é que o mercado seja de 4 mil a 5 mil caças que estarão sendo adquiridos no mundo inteiro – fora os Estados Unidos – nos próximos 30 anos.

Segundo o Brigadeiro Márcio Bonotto, presidente da Copac, “as ações bilaterais de cooperação preveem a possibilidade de que empresas nacionais façam parte da cadeia de suprimentos do Gripen NG/E”. Mais que isso. O modelo biposto, de dois lugares, é uma exigência apenas da versão brasileira. Servirá para treinar pilotos, mas também atenderá à demanda em ataques especializados, mais sofisticados. Serão construídos oito, sete deles totalmente montados pela Embraer Defesa e Segurança. Eventualmente, chegarão ao mercado externo como um produto binacional. 

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