CONHEÇA Eliane Krawczyk, a primeira submarinista da América do Sul  

Eliana Maria Krawczyk matriculou-se na Escola Naval da Argentina após o baque da morte de sua mãe em um ataque cardíaco e de seu irmão em um acidente. Esses fatos interromperam seu sonho de ser engenheira industrial, mas não esmoreceram a sua forte personalidade que levou ela, em 2012, quando tinha 35 anos de idade, a ser a primeira submarinista da América do Sul. E na função de chefe de armas do submarino. Até então, essa função só havia sido exercida por homens.

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Nascida em Oberá, Missiones, perto da tríplice fronteira entre Uruguai, Argentina e Brasil, só conheceu o mar aos 21 anos. Sua decisão surpreendeu a sua família e, principalmente, o seu pai, que a apelidou de “Rainha dos Mares”.

Sobre sua experiência em conviver por dias e dias confinada em um espaço restrito no qual era a única mulher, Eliana dizia: “Eu sempre vivi bem e sempre gostei, não tive qualquer restrição ou intervenção de ninguém e nunca tive problemas. Eu durmo com dois companheiros na mesma cabine. Sou a única mulher a bordo e me sinto bem, feliz e feliz”.

Embora arriscar a vida em missão seja uma circunstância da vida militar, não se pode deixar de lamentar o risco desnecessário de Eliana e seus quarenta e três companheiros aprisionados em tempos de paz por um inimigo para o qual não há defesa: equipamentos obsoletos levados ao extremo de sua vida útil por economia do Estado.

Esperemos que esse quadro se modifique e não se coloquem mais em jogo vidas como a de Eliana, Rainha dos Mares.

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