CONJUNTURA> Embraer nega ‘veementemente’ venda da unidade de Defesa & Segurança

Fonte: Reuters//

A Embraer negou, nesta segunda-feira, 26, “veementemente” a venda da unidade de Defesa & Segurança da companhia. A notícia foi publicada na coluna do jornalista Lauro Jardim no Globo do último domingo, 25. Em nota a clientes, BTG Pactual e Bradesco BBI avaliaram como improvável a venda da área de defesa. De acordo com a fabricante de aviões, “a unidade de Defesa & Segurança é lucrativa e a Embraer continua expandindo sua atuação no segmento tanto no Brasil quanto no exterior”.

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7697895650_f30f0b9a4f_zA Embraer Defesa & Segurança é responsável, por exemplo, pelo desenvolvimento e produção do avião de ataque Super Tucano e o novo cargueiro militar KC-390. A empresa ainda oferece soluções de revitalização e modernização de aeronaves militares, como fez com os caças F-5 e AMX da Força Aérea Brasileira (FAB), e os A-4 Skyhawk da Marinha.

Segundo o site Uol, a divisão da Embraer vem enfrentando problemas com atrasos do governo brasileiro no pagamento do programa KC-390. O primeiro contrato para produção em série da aeronave, que prevê 28 aparelhos para a FAB, é avaliado em cerca de R$ 7,2 bilhões. Embraer Defesa & Segurança também deixou de ganhar cerca de R$ 101 milhões neste ano com o corte na verba para continuar o programa de modernização do caça-bombardeiro A-1, designação da FAB para o AMX. O plano original previa a revitalização de 43 aeronaves, mas somente três aeronaves, designadas A-1M, foram convertidas para o novo padrão.

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DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS

A Embraer confirmou nesta segunda-feira que cortará aproximadamente 8% da sua força de trabalho por meio de um programa de demissão voluntária (PDV), devido aos custos em meio a vendas fracas na divisão de jatos empresariais e redução dos contratos da área de defesa. A fabricante de aviões aceitou a demissão de 1.463 empregados, que passam a valer na próxima semana, de 1.470 que se voluntariaram para o programa, de acordo com um comunicado da empresa.

Líderes do sindicato afirmaram na semana passada que quase metade dos funcionários que estavam deixando a companhia eram da linha de montagem da Embraer em São José dos Campos (SP).

LEIA A NOTA DA EMBRAER
Com relação à nota especulativa publicada em coluna na edição d’O Globo de domingo (25), a Embraer nega veementemente qualquer possibilidade de venda de sua área de Defesa & Segurança. Ao contrário: a unidade de Defesa & Segurança é lucrativa e a Embraer continua expandindo sua atuação no segmento tanto no Brasil quanto no exterior, oferecendo produtos e soluções como o avião de ataque leve e contra-insurgência Super Tucano, sistemas integrados de monitoramento, radares e sistemas de controle de tráfego aéreo, entre outros. A empresa segue ainda desenvolvendo o cargueiro militar multimissão KC-390, cujas primeiras entregas ocorrerão no primeiro semestre de 2018. A aeronave é um dos maiores e mais avançados projetos já criados pela companhia.

 

 

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