CONJUNTURA> Escola Superior de Guerra debate reforma no Ministério da Defesa

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A reforma na estrutura da Defesa do Brasil foi tema de debate em seminário da Escola Superior de Guerra na sexta-feira, 2. Conduzido pelo professor Eduardo Brick e pelo general de reserva Mauro Mosqueira, o debate propôs um novo modelo de governança dentro do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. A pesquisa apresentada pelo professor da UFF Eduardo Brick propõe, entre outras medidas, a criação de uma quarta carreira militar, formada principalmente por transferência de engenheiros das três forças, e de uma autarquia subrodinada ao MD voltada para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos de defesa.

.: Conheça a proposta para reforma da estrutura da Defesa

Da esquerda para a direita, Brick e general Mosqueira.

Da esquerda para a direita, Brick e general Mosqueira.

“Eu acho que com uma governança melhor nosso país vai dar um salto rápido, porque nós temos potencial”, disse o general Mosqueira. No entanto para ele, além da alteração na estrutura, é necessário investimento na formação de engenheiros. “Não adianta mudar a organização se não temos pessoas competentes para isso. Precisamos de doutores, mestres, laboratórios, campos de prova. O maior desperdício do sistema é o desperdício de cérebros”, disse.

.: Leia a entrevista com o professor Eduardo Brick

Na tese defendida pelos palestrantes, o Brasil deve aproveitar o cenário de paz para investir na mudança da estrutura da Defesa que, segundo eles, deveria se aproximar do modelo adotado pela França que criou um órgão semelhante ao proposto, integrado por militares das forças. “Quando a França fez isso para a criação do DGA – ‘Direção-Geral de Armamento’, a agência de aquisições de defesa do governo francês responsável pela gestão do programa de desenvolvimento e aquisição de sistemas de armas para o Exército – havia salários diferentes para o pessoal técnico das três forças. Eles tiveram vários problemas de adaptar e uniformizar isso. Nós não temos esse problema, porque todos os militares que estão nas forças tem o mesmo soldo. É muito mais fácil fazer isso no Brasil do que foi fazer na França na década de 1960”, explicou Brick.

O objetivo do encontro foi fomentar o debate para começar a transformação. “É preciso que parte da população entenda que há um problema e comece a pressionar os políticos”, explicou Brick. Segundo ele, alguns políticos já compreendem a deficiência na estrutura, mas não há nenhuma liderança forte que possa levar à implementação das medidas, já que elas necessitariam, inclusive, de emendas constitucionais. De acordo com o general Mosqueira, entre os próximos passos previstos está a apresentação da proposta ao Comandante das Forças, o Ministro da Defesa e secretários do MD.

 

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