Contra esforços de Trump, Mattis nega aproximação militar com a Rússia

Fonte: Washington Post//

O secretário de Defesa americano, James Mattis, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos não estão prontos para colaborar militarmente com a Rússia. A declaração de Mattis complica os esforços de Putin e Trump em uma aproximação entre os dois países para lutar contra o Estado Islâmico na Síria. Mattis, falando na sede da OTAN em Bruxelas, disse aos repórteres que as condições não estão corretas atualmente para as Forças dos EUA e da Rússia trabalharem juntas. O Pentágono e o Kremlin quase romperam inteiramente o contato em 2014, depois que a anexação da península da Crimeia, na Ucrânia, pela Rússia incitou o clamor internacional.

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“Não estamos em posição de colaborar a nível militar, mas os nossos líderes políticos irão empenhar-se e tentar encontrar um terreno comum ou um caminho a percorrer para que a Rússia. Cumprindo o seu compromisso, possa voltar a uma parceria aqui com a OTAN”, disse Mattis.

Horas antes, Putin tinha sugerido que Rússia e EUA deveriam unir esforços de inteligência contra o ISIS. “A cooperação na esfera antiterrorista deve ser levada a um novo nível com parceiros estrangeiros”, disse Putin em uma reunião anual de altos líderes da FSB, a agência de inteligência da Rússia. “É nosso interesse comum restaurar o diálogo com os serviços de inteligência dos EUA e com os de outros países da OTAN”.

APROXIMAÇÃO
O almirante da Marinha americana, Joseph F. Dunford, e presidente do Estado-Maior Conjunto, também se reuniu nesta quinta com o general Valeriy Gerasimov, principal oficial militar da Rússia, em Baku, capital do Azerbaijão. O encontro marcou a primeira vez que o alto comando do Pentágono e seus homólogos russos se reuniram pessoalmente desde 2014. Oficiais de defesa russos e americanos discutem periodicamente as operações aéreas sobre a Síria para se certificar de que evitam conflitos potenciais, mas essas foram as únicas interações desde então.

Trump trata da perspectiva de Estados Unidos e Rússia colaborarem na luta contra os terroristas do Estado Islâmico na Síria desde a campanha para a Casa Branca. O assunto foi pauta de um telefonema com Putin no mês passado, de acordo com a Casa Branca. Mas a questão é complicada por crimes de guerra que tanto a Rússia como o governo sírio são acusados de cometer, além da suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais dos EUA de 2016.

Mattis, que classificou a Rússia como a principal ameaça à segurança dos EUA, disse ainda que há “poucas dúvidas” de que os russos “interferiram ou tentaram interferir em várias eleições nas democracias” sem nomear explicitamente os EUA como uma delas.

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