EMPRESAS brasileiras não são competitivas para setor espacial, avalia executivo da Thales Alenia

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Com experiência no setor espacial brasileiro devido ao projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), o vice-presidente da Thales Alenia Space no Brasil, Joël Chenet, acredita que as empresas brasileiras que atuam no setor não possuem competitividade para o mercado global. “Para a observação, o mercado é mais governamental. Para a comunicação, o mercado tem uma competitividade alta. E temos dois problemas com as empresas brasileiras: um problema de preço, competitividade; e um problema de prazo. E isso é muito importante. Aqui no Brasil temos dificuldade com o prazo. Hoje não é a cultura das empresas brasileiras do setor espacial e devemos mudar essa cultura”, disse.

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No projeto do SGDC, a francesa Thales Alenia trabalhou, em um acordo de transferência de tecnologia, com as brasileiras Cenic, Fibraforte, Orbital Engenharia, Equatorial Sistemas e AEL Sistemas. Segundo Chenet, a transferência de tecnologia constou de três etapas: treinamento de técnicos brasileiros na França, assistência de engenheiros franceses às empresas no Brasil e desenvolvimento conjunto do projeto. 

Perguntado se novas parcerias poderiam surgir com empresas brasileiras para a construção de satélites para alcançar outros mercados, Chenet disse que o País precisa mudar a cultura empresarial para se tornar mais competitivo. Para ele, os atrasos na produção são os problemas mais graves e difíceis de serem compreendidos por clientes estrangeiros. “Só para fazer o anel com a Cenic, ficamos um ano em negociação antes de começar. E não podemos fazer isso hoje para (construir) um satélite”, disse. De acordo com ele, apesar da dificuldade encontrada, a Thales busca se posicionar hoje no mercado brasileiro através de parcerias com empresas locais. “Temos o planejamento de fazer parcerias para desenvolver o mercado de satélites no Brasil”. 

Na análise do executivo francês, o Brasil tem maiores chances de atuação no setor de satélite de órbita baixa. “Nós buscamos capacitar as empresas brasileiras para serem capazes de desenvolver um satélite de órbita baixa”, disse. “Acho que será mais fácil para as empresas brasileiras se inserirem no mercado de satélites de órbita baixa porque não é o mesmo nível de tecnologia de integração que um satélite de comunicação. Um satélite de comunicação hoje é muito integrado”.  E completou, “o produto da comunicação é mais industrial e o da observação é mais artesanal”. 

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