EMPRESAS> Setor de defesa é a ‘grande aposta’ da Embraer, diz presidente

Fonte: Isto É Dinheiro//

O segmento de Defesa e Segurança é a “grande aposta” da Embraer para o futuro, com grandes expectativas em relação à aceitação da aeronave KC-390 no mercado global, disse o presidente da empresa, Paulo César de Souza e Silva. “(Defesa e Segurança) já é uma área que vem bem nos últimos anos”, destacou Silva, durante almoço com jornalistas, em São Paulo. “Apostamos muito na entrada (do KC-390) de forma mais global”.

.: Leia também: RETROSPECTIVA> KC-390: a consolidação do cargueiro da FAB

O executivo ressaltou que a aeronave militar começará a ser entregue à Força Aérea Brasileira (FAB) e aos clientes no exterior a partir de 2018. “Temos alguns planos de reforçar nossa equipe de Defesa no mercado internacional, para que consigamos ter uma penetração com o KC”, disse Silva. “Acreditamos que muitas forças aéreas, de muitos países, terão interesse.”

O KC-390 é uma aeronave militar que está sendo desenvolvida pela Embraer, capaz de realizar missões de transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e resgate e combate a incêndios florestais, entre outras. O primeiro protótipo realizou seu primeiro voo em fevereiro de 2015 e dois protótipos estão atualmente em campanha de testes de voo. O avião está atualmente em uma turnê por oito países e espera receber a certificação até o final de 2017.

20161122_gripen_destaque

EXPECTATIVA PARA 2017

O ano de 2017 não será um ano fácil, avaliou Silva. “O mundo anda bastante complicado e a aviação como um todo vem em um ciclo um pouco mais soft”, disse. Ele considerou, porém, que apesar do cenário difícil, a Embraer está posicionada de forma “muito forte”, tendo em vista os investimentos realizados ao longo dos últimos anos, da ordem US$ 5 bilhões.

O presidente da fabricante brasileira de aeronaves comentou que 2016 também foi um ano difícil, particularmente no País, mas também globalmente. “Estamos vivendo uma situação inédita, com uma crise econômica e política extremamente forte e ainda não estamos vendo como isso vai terminar ou qual serão os próximos capítulos”, afirmou, referindo-se ao Brasil. Ele disse não estar muito otimista e previu uma melhora do cenário nacional apenas em três ou quatro anos. Ele salientou que a Embraer tem apenas uma pequena fatia de suas receitas provenientes do Brasil, de cerca de 8%. “Desta forma, não estamos sendo muito afetados pela crise”, disse.

Em termos mundiais, Silva considerou que houve uma mudança forte de perspectiva, e citou os conflitos pelo mundo, economias ainda em recuperação, como a Rússia, a Europa e os Estados Unidos, e incertezas políticas internacionais, como a saída do Reino Unido da União Europeia e a crise italiana. “O cenário que desenhamos anos atrás, quando criamos e desenvolvemos o modelo de negócios que temos hoje, acabou não se realizando”, disse.

VEJA TAMBÉM EM

53245_6

Leave A Reply