ESQUADRA chega aos 195 anos precisando de reforços para defender a Amazônia Azul

Com a missão de proteger os 4,5 milhões de km² da Amazônia Azul, a Esquadra da Marinha do Brasil (MB) completa 195 anos na próxima sexta-feira, 10 de novembro. Com apenas 26 navios, sendo cinco submarinos (quatro da classe “Tupi” e um da classe “Tikuna”), a Esquadra sofre os efeitos dos contigenciamentos dos últimos anos enquanto vê os esforços do Comando da Força Naval para garantir recursos para reequipá-la. O número é muito aquém da necessidade brasileira. Só de navios patrulha, o Plano de Reaparelhamento da Marinha (PRM) prevê 27 embarcações, um a mais que toda a frota disponível hoje, composta de fragatas, corvetas, submarinos entre outros.

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Para reaparelhar a Força, a MB possui projetos estratégicos, dentre os quais se destacam o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), que têm como objetivo o projeto e a construção do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear, e o Programa de Construção de Corvetas Classe Tamandaré, que contempla a construção de quatro corvetas, a partir do aperfeiçoamento da Corveta Barroso. Este último tem uma atenção especial, já que as novas corvetas terão a missão de substituir as envelhecidas fragatas “Niterói”, que serão aposentadas nos próximos anos. De acordo com a Marinha, “as Corvetas Tamandaré vão agregar novas funcionalidades ao projeto original da Barroso, bem como incrementar a quantidade e a qualidade dos meios da Esquadra”.

FRAGATAS
“A tarefa de proteger a Amazônia Azul é imensa e complexa, exigindo um poder naval moderno, equilibrado e balanceado, em quantidade e qualidade”, explica em nota a Marinha do Brasil (MB). Segundo a Força Naval, as Fragatas da Classe Niterói “Niterói” e “Defensora” estão cumprindo períodos de manutenção. Já as Fragatas “Constituição”, “Liberal”, “Independência” e “União”, e as da Classe “Greenhalgh”, “Greenhalgh” e “Rademaker”, encontram-se em operação.

fragata constituição

Na segunda metade da década de 1990, as Fragatas da classe “Niterói” passaram por modernização, que contemplou parcela importante de seu sistema de armas e a instalação de sistemas de combate e de controle da propulsão nacionais. Nos próximos anos, essas fragatas passarão por uma modernização, de modo que possam operar até a entrada em operação das novas Corvetas classe “Tamandaré”.

CORVETAS TAMANDARÉ
As Corvetas da Classe “Tamandaré”, que têm a missão de substituir as envelhecidas fragatas classe “Niterói”, incorporam melhorias contínuas aos projetos já desenvolvidos pela MB, por meio de inovações tecnológicas e buscando corrigir deficiências encontradas nas classes anteriores, mantendo-se os aspectos positivos. De acordo com a Marinha, “a nova classe de corvetas possibilitará o incremento do número de navios escolta em atividade na MB, permitindo a manutenção da atuação nos cenários atuais, adequando-se às novas tecnologias e às necessidades de capacitação para a moderna guerra naval”.

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NOVO PORTA-AVIÕES
De acordo com a Marinha, os programas prioritários da Marinha são o PROSUB, em plena execução, e o Projeto de construção das Corvetas Classe “Tamandaré”, em fase de elaboração da especificação de Aquisição, pela Diretoria de Engenharia Naval, que é o documento técnico básico do processo administrativo para a contratação da construção dos navios. Além desses dois, a Marinha possui os seguintes Programas de aparelhamento, para substituição dos meios navais da Esquadra Brasileira:

  • Programa de Obtenção de Navios Aeródromos (PRONAe): é atualmente a terceira prioridade da Marinha em relação à obtenção de meios operativos, que contempla o desenvolvimento de um projeto para a construção de dois Navios Aeródromos;
  • Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER): contempla a construção no Brasil de cinco Navios Escolta, cinco Navios Patrulha Oceânicos e um Navio de Apoio Logístico; e
  • Programa de Obtenção de Navios Anfíbios (PRONANF): contempla a obtenção de meios anfíbios para a substituição dos ex-Navios de Desembarque-Doca Classe Ceará, no âmbito da qual a MB adquiriu, em 2015, o NDM Bahia.

Por Christiane Sales – ID&S

 

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