ESTADOS UNIDOS começam montagem de sistema antimísseis na Coreia do Sul

Fonte: AFP//

O governo americano anunciou o início da instalação do escudo antimísseis na Coreia do Sul. O anúncio é resposta a Coreia do Norte que disparou quatro mísseis balísticos contra o mar do Japão no último domingo, 5 de março. De acordo com o comandante da divisão do Pacífico das Forças Armadas dos EUA, Harry Harris, o ataque de Kim Jong-un só reforçou a necessidade do sistema de destruição de foguetes.

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As primeiras peças chegaram, na manhã desta terça, à base militar de Osan, a 64 km de Seul, e deverão ser levadas para Seongju, onde será instalado. O THAAD é capaz de destruir mísseis em um raio de até 200 km de sua localização, o que poderá proteger sul-coreanos e também japoneses de potenciais investidas norte-coreanas. O sistema antimísseis, no entanto, pode levar os EUA a uma crise militar também com a China e com a Rússia.

A China já reagiu e anunciou que defenderá “com determinação” sua segurança após a instalação do escudo antimísseis americano THAAD na Coreia do Sul. “A China tomará resolutamente as medidas necessárias para defender os próprios interesses (em termos) de segurança”, afirmou o porta-voz do ministério da Relações Exteriores, Geng Shuang. “Todas as consequências decorrentes disto serão suportadas por Estados Unidos e Coreia do Sul”, completou.

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COREIA DO NORTE
A Coreia do Norte anunciou que o teste de mísseis foi um ensaio para um eventual ataque às bases americanas no Japão. A agência de notícias estatal KCNA confirmou se tratar de uma retaliação. “No coração dos homens da artilharia havia o desejo ardente de retaliar sem misericórdia os belicistas que fazem seus exercícios conjuntos de guerra.”

Segundo a agência, o ditador Kim Jong-un supervisionou o teste. Horas mais tarde, o embaixador do país na ONU, Ja Song-nam, disse que os exercícios “levarão a Península Coreana e o nordeste da Ásia ao desastre nuclear”. Para ele, o uso de submarinos e bombardeiros nucleares pelos americanos “podem levar a uma guerra real” e deixam a região “à beira de uma guerra nuclear”. O representante pediu ainda que a ONU condene os exercícios militares.

Este é o segundo teste de mísseis balísticos norte-coreano em menos de um mês. A reincidência fez com que EUA e Japão pedissem uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que deverá acontecer na próxima quarta (8). A intenção é aprovar novas sanções ao regime por descumprir a resolução que impede o país de realizar estes ataques. O último reforço nas punições ocorreu em novembro, dois meses depois do último teste nuclear de Pyongyang.

 

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