EUA> Decisão de aposentar A-10 pode abrir espaço para Super Tucano

Fonte: Estadão//

O senador republicano John McCain, da Comissão das Forças Armadas do Senado, quer que a desmobilização da aeronave A-10 comece em 2017 no âmbito de um corte de despesas da aviação militar da ordem de US$ 4 bilhões. “O A-10 é muito bom no que faz”, diz o ex-piloto ‘Bock’ Martin, lembrando que nas duas guerras do Iraque, em 1991 e 2003, “foram cumpridos mais de 4 mil ataques com os Javalis – o índice de êxitos foi superior a 94%, um recorde – fica difícil tirar do ar um recurso eficiente assim”.

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O problema que a Força Aérea americana enfrenta é que o A-10 não tem sucessor claro. A solução mais prática para o problema, de acordo com os consultores do Pentágono, é submeter a um amplo programa de modernização um certo número da frota pronta para uso, cerca de 290 unidades – 160 delas compondo esquadrões em permanente mobilização.

Esse conjunto permaneceria engajado nas tarefas mais pesadas. As missões mais leves caberiam a uma outra aeronave, a ser selecionada. E é aí que o brasileiro A-29 Super Tucano, da Embraer, pode se dar bem.

Considerado o melhor de sua classe em produção no mundo, com uso regular em 16 países contra insurgentes e no trabalho de apoio aproximado da tropa em terra, o A-29 leva a vantagem de já ter sido escolhido uma vez pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e de já estar sendo fabricado em território americano. Mais do que isso: o avião brasileiro é citado nos EUA em todos os principais estudos a respeito da troca do A-10 como opção para atender ao segundo viés do empreendimento, o do “ataque leve em território hostil de baixo risco”.

O contrato afegão, de US$ 428 milhões, cobre 20 aviões repassados para o Afeganistão. Os primeiros oito desse lote já foram entregues estão sendo empregados para atingir alvos do Taleban, da Al-Qaeda e do Estado Islâmico. A linha de produção fica em Jacksonville, na Flórida. É dessa facilidade industrial, mantida em associação com o grupo local Sierra Nevada, que sairão outros seis Super Tucanos comprados em novembro de 2015 pelo Líbano. O valor do negócio não foi revelado, mas é estimado em cerca de US$ 110 milhões.

A operação do A-10 é cara e vai continuar assim mesmo depois de um eventual processo de revitalização eletrônica, de célula e de motorização. Uma hora de voo do Javali sai por US$ 11,5 mil contra US$ 1 mil do A-29 – se a comparação for com os custos do novo e futurista F-35 Lightning, a cifra bate nos US$ 35 mil. O preço unitário varia de US$ 12 milhões a US$ 14 milhões. Ágil, veloz (600 km/hora) e equipado com sofisticados recursos eletrônicos, o A-29 pode receber até 1,5 toneladas de cada vez de 150 diferentes configurações de armamento e acumula 35 mil horas de voo de combate.

 

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