AERONÁUTICA> F-35 deve começar a operar ainda este mês na USAF

A Força Aérea norte-americana está muito perto de dar a certificação para o jato de combate F-35, dando assim um grande avanço no mais caro programa já levado adiante pelo Pentágono em todos os tempos. Após anos de atrasos, muita controvérsia e aumentos nos custos, a decisão deve ser tomada na próxima semana, quase quinze anos depois do início do programa.

O General Herbert “Hawk” Carlisle, chefe do Comando de Combate da USAF, disse que o jato deve ser declarado apto para uso ainda em Agosto. Ele chamou a atenção para que o programa ainda continuará o seu desenvolvimento, uma vez que os oficiais ainda continuam a encontrar detalhes a serem aperfeiçoados. O avião deverá ter o seu software aperfeiçoado, além de outros progressos.

“Eu estou muito confiante de que o avião irá superar as nossas expectativas,” esclareceu o General, esclarecendo que o F-35 se encontra “nos primeiros estágios de suas capacidades de combate. Nós ainda temos trabalho a fazer no avião, e ele continuará a melhorar”.

Há longos anos este projeto de 400 bilhões de dólares sofre uma série de problemas e o F-35 tornou-se conhecido como “o avião que comeu o Pentágono”. Em 2014 o motor de um dos aparelhos incendiou-se no início de uma decolagem forçando o Pentágono a suspender todos os vôos do avião.

.: VEJA TAMBÉM:  FAB BUSCA PARCERIA COM ESTADOS UNIDOS PARA FORTALECIMENTO DO SETOR ESPACIAL

Recentemente, o programa voltou aos trilhos, segundo o Pentágono. A produção dos aviões cresceu e os preços abaixaram. E o avião cumpriu uma série de eventos importantes do projeto, incluindo a sua aparição em uma importante feira aérea neste verão na Inglaterra. Cerca de 180 aparelhos foram produzidos na Lockheed Martin, a maior fornecedora do mundo de produtos de defesa. O plano do Pentágono prevê a compra de 2.443 aviões F-35 para uso pela Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais.

Os jatos terão versões diferentes para cada uma das três forças: os que serão utilizados pelos Fuzileiros Navais serão capazes de decolarem e pousarem verticalmente, os pela Marinha poderão operar a partir de porta-aviões e os da Aeronáutica serão convencionais quanto a isso.
Os aviões são verdadeiros computadores aéreos, tendo embarcado equipamentos eletrônicos capazes de fazê-los voar sem serem percebidos por radares, além de processarem uma quantidade inédita de dados de localização que colocarão os pilotos em posição privilegiada quando em missão.

Devido a todos os atrasos do projeto, a Loockheed Martin declarou já ter investido mais de 1 bilhão de dólares em recursos próprios para manter o avião em construção.

 

VEJA TAMBÉM EM

53245_6

Leave A Reply