FAB> Brasil e Suécia aprovam plano de transferência de tecnologia do Gripen

Fonte: Estadão Conteúdo//

O primeiro plano de trabalho para a transferência de tecnologia do novo caça da Força Aérea Brasileira (FAB), o Gripen NG, foi aprovado por Brasil e Suécia na última terça-feira, 18 de outubro. No projeto, além dos 36 caças, o Brasil terá acesso ao conhecimento sobre a fabricação, tecnologia de armamento e engenharia de propulsão.  “A ideia é que no futuro nós desenvolvamos não só aviões militares, mas também civis”, disse ao jornal Estado de SP o secretário executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fernando Furlan. “Teremos a fabricação aqui, se não total, de alguma fase das turbinas”.

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Os suecos, por sua vez, estão interessados em parcerias em outras áreas além da fabricação de aviões. Os campos de interesse vão desde a mineração sustentável até as cidades inteligentes, passando pela indústria de ponta. “As oportunidades no futuro estão na manufatura de alta tecnologia”, disse o vice-ministro sueco para Assuntos de União Europeia e Comércio, Oscar Stenström. “É o único meio pelo qual Brasil e Suécia poderão competir no mercado global”. Ele acrescentou que a Suécia está satisfeita com o andamento do projeto Gripen, e espera uma “longa e frutífera parceria”.

Nesta quarta-feira, o sueco participa de um evento mundial de mineração que ocorre no Rio de Janeiro. Ele informou que a digitalização é uma tendência nessa atividade e que seu país possui fornecedores de equipamentos desse tipo. Também há máquinas que operam com menor consumo de energia.

Os documentos assinados ontem começam a detalhar como se dará a parceria no âmbito do projeto Gripen. “Nosso principal ganho é ter acesso à tecnologia que não dominamos”, explicou Furlan. Já está certo, por exemplo, que Brasil e Suécia trabalharão juntos para desenvolver um caça com dois assentos, um para o piloto e outro para o navegador. “No futuro, seremos capazes de produzir um caça de quinta geração.” A tecnologia, que nos estágios iniciais será para aviões militares, depois poderá ser empregada na fabricação de aeronaves civis.

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