FAB define perfil do piloto de combate do futuro

Fonte: FAB//

Educação continuada, avanços tecnológicos e atitude foram as palavras de ordem durante a Reunião de Validação Curricular com a Academia da Força Aérea (AFA), realizada na Ala 10, em Natal (RN), na última segunda-feira (10). As unidades reuniram suas equipes multidisciplinares para discutir aspectos relacionados ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo dos futuros pilotos de combate da Força Aérea Brasileira (FAB). Representantes do Comando de Preparo (COMPREP) e da Diretoria de Ensino (DIRENS) da Aeronáutica também participaram do evento.

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Um dos aspectos em pauta foi o desafio de ensinar uma geração caracterizada pela atenção dispersa, o imediatismo e a multifuncionalidade, nascida na era digital e com fácil acesso à informação. “A gente tem sempre que repensar as nossas atitudes em relação à essa nova geração que está sendo formada pela Força Aérea, para que consigamos entrar no mundo deles e sermos mais assertivos. Repensar o foco, saber quais os interesses deles, como lidar com eles e buscar o seu melhor rendimento”, explicou o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic.

Para o Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Mário Augusto Baccarin, além das peculiaridades da nova geração, a concepção estratégica “Força Aérea 100” também demanda transformações na forma de pensar o ensino dentro da instituição. “A reestruturação está trazendo o gerenciamento por competências e a Academia não pode ficar fora desse processo. Então, seguindo as orientações da Força Aérea, nós temos que desenvolver dentro dos nossos cursos essa habilitação necessária para o aspirante poder evoluir na carreira”, avaliou.

PILOTO E EDUCAÇÃO CONTINUADA
Na reunião, a integração das organizações de ensino da FAB por meio da educação continuada foi destacada como fator essencial para que essa formação de excelência seja mantida, além de se evitar escassez ou sobreposição de assuntos. “A educação continuada é para que tenhamos uma interdependência e um bom relacionamento entre todas as fases do ensino. Se as competências e atribuições não são entrelaçadas desde o início da carreira até o final a gente não tem a garantia da qualidade”, explicou o Comandante do Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), Tenente-Coronel Aviador Paulo Roberto Cursino dos Santos, responsável pelo Curso de Tática Aérea (CTATAE), realizado pelos Aspirantes a Aviadores egressos da AFA.

Exemplo dessa integração é a realização ainda na AFA, desde o ano passado, da designação dos pilotos de transporte, patrulha e reconhecimento, como já era feito nas aviações de caça e asas rotativas. A ação teve reflexos positivos no Programa de Especialização Operacional (PESOP) em curso este ano. “Com isso, nós pudemos preparar melhor o ambiente de adaptação deles no Esquadrão. Essa experiência prévia na aviação escolhida refletiu no comportamento, na atitude deles, e com isso a FAB ganha por ter um recurso humano melhor preparado e mais comprometido”, defendeu o Comandante do 1º Esquadrão do 5º Grupo de Aviação, Tenente-Coronel Aviador Cláudio Teixeira Barros, que especializa os pilotos de combate nas aviações de transporte, patrulha e reconhecimento.

A importância do tema é reforçada nas reuniões que estão acontecendo entre grupos de trabalho dos órgãos de ensino da Aeronáutica, em que são discutidas novas estratégias para o fomento das competências, habilidades e atitudes desejáveis para o perfil do Oficial Aviador da FAB. Por ser parte importante na transição do cadete para se tornar oficial, o CTATAE foi pauta do evento, bem como a necessidade de repensar o curso diante da reestruturação vivida pela Instituição. “As reuniões foram ao cerne da questão, que é a necessidade de pensar em uma reestruturação profunda do processo de ensino-aprendizagem”, enfatizou o Tenente-Coronel Cursino.

OFICIAL AVIADOR DO FUTURO
Durante a reunião de validação curricular com a AFA, o perfil do Oficial Aviador da nova Força Aérea esteve no centro das reflexões. Entre as características apontadas, foram destacadas a proatividade e o conhecimento amplo. “O Oficial Aviador da Força Aérea 100 é o estudioso, o curioso e principalmente aquele que se preocupa em saber com profundidade sobre os assuntos, característica necessária para a nossa visão técnica. Para sermos uma Força Aérea do futuro, precisamos nos diferenciar, por isso quanto mais profundo for esse conhecimento, melhor capacitados nós estaremos”, afirmou o Brigadeiro Farcic.

Para o Comandante da AFA, Brigadeiro Baccarin, outro aspecto importante é a capacidade de gerir processos e adaptar-se aos avanços tecnológicos: “O Oficial Aviador será um militar muito integrado aos recursos de informática, com aprendizado apurado, gerente de sistemas; capaz de, à media que forem se estabelecendo os pontos de controle, saber fazer os ajustes necessários dentro daquele processo. Um oficial de ação rápida”, finalizou o Oficial-General.

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