FAB já transportou mais de 60 órgãos para transplante em 2018

Apenas em 2018, 63 órgãos vitais já foram transportados pela Força Aérea Brasileira (FAB). Destes, 29 são fígados, 25 corações, cinco pulmões, três rins e um pâncreas. A missão da FAB é manter a soberania do espaço aéreo e integrar o território nacional, com vistas à defesa da Pátria. No entanto, outras atividades consideradas subsidiárias, como o transporte de órgãos, têm ganhado espaço na agenda de missões da FAB. Esse apoio tem sido cada vez mais frequente desde junho de 2016, quando foi publicado o decreto presidencial 8.783, determinando que a Força Aérea mantenha uma aeronave de prontidão para transporte de órgãos na capital federal. Além disso, a FAB faz uso de outros aviões para esse tipo de missão, lotados por todo o país, a depender do trajeto a ser atendido.

FAB NO TRANSPORTE DE ÓRGÃOS 
O Esquadrão Pastor (2º ETA) da Força Aérea Brasileira (FAB), sediado na Ala 10, em Parnamirim (RN), foi acionado na terça-feira (24) para cumprir mais um transporte de órgão vital. Após o acionamento pela Central de Transplantes de Recife (PE), a aeronave C-95M Bandeirante decolou de Natal (RN), às 06h30 (horário de Brasília), para Recife (PE), onde embarcou a equipe médica. Em seguida, a tripulação seguiu para Mossoró (RN), onde foi realizada a retirada do coração doado, e retornou para Recife, para a cirurgia de transplante.

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A Tenente Aviadora Dativa Vitória da Silva, integrante da tripulação do 2º ETA, fala da satisfação de participar da missão. “Transportar um órgão é saber que estou contribuindo com o propósito de levar esperança e oportunidade de uma nova vida para aqueles que aguardam, ansiosamente, na fila para receber um transplante. É muito gratificante saber que o trabalho que estou realizando pode salvar a vida de alguém”, afirma.

No dia 11 de abril, o Esquadrão Pastor realizou outra missão semelhante. A tripulação decolou às 23h30 com o objetivo de levar esperança para um paciente em Recife, que aguardava a doação também de um coração. A equipe médica embarcou em Recife e seguiu viagem para Petrolina (PE), onde foi realizada a cirurgia de retirada do órgão. O Esquadrão Pastor retornou para a capital pernambucana, onde seria realizado o transplante, pousando às 05h20 do dia seguinte.

O Esquadrão Pelicano (2°/10° GAV), localizado na Ala 5, em Campo Grande (MS), também realizou transporte de órgão recentemente. Os militares foram acionados às 12h50, horário de Brasília (DF), do dia 19 de abril. A aeronave SC-105 Amazonas SAR estava disponível no momento do acionamento e decolou de Campo Grande com destino a Brasília para dar apoio à equipe médica. Da capital federal, a tripulação seguiu para Dourados (MS), onde foi realizada a retirada do órgão. O transplante aconteceu em Brasília, após a chegada do órgão, por volta das 05h35. A missão durou mais de 15 horas.

Para o comandante da missão, Tenente Aviador Maurício Ancelloni Prado Garcia, o transporte de órgãos é uma luta contra o tempo e a sobrevivência de uma pessoa transplantada depende da eficiência de cada meio envolvido. “Eu vibrei muito vendo que nossa tripulação fez seu melhor para que a equipe médica e o órgão chegassem o mais rápido possível a seu destino, deixando sempre a aeronave pronta para o embarque dessa equipe e tendo atenção ao conforto dela. É gratificante fazer a diferença para salvar uma pessoa”, disse.

 

Fonte: FAB

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