FORÇA AÉREA> FAB quer diminuir efetivo militar e aumentar carreiras temporárias

Fonte: FAB//

Nos planos da FAB para os próximos 20 anos, está a redução do efetivo de carreira. O número de graduados cairá em 24% e o de oficiais em 25,9%. As funções serão desempenhadas por militares temporários. Os profissionais já formados são selecionados na própria região e podem ficar até oito anos da FAB.

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“Estamos trabalhando na modernização da Força Aérea. Certamente, qualquer estrutura, seja civil ou militar, está constantemente em evolução. Nós precisamos disso para não parar no tempo”, afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, sobre o trabalho que ganhou ênfase desde o último ano. “Por causa (da evolução, da modernização) dos meios aéreos, do armamento, das comunicações, temos que ficar com foco sempre no futuro”, complementou.

Os estudos para as modificações consideraram aspectos conjunturais, como os limites orçamentários do Comando da Aeronáutica com as despesas discricionárias, o que incluiu horas de voo. Em 2016, o montante ficou em torno de 0,13% do Produto Interno Bruto (PIB), sem considerar pagamento de pessoal. O valor de investimento e custeio foi outro aspecto. O investimento na ordem de R$ 6,5 bilhões que, inicialmente, havia surgido como um aporte extra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), acabou incorporado ao orçamento existente da instituição. Além disso, foi considerado o crescimento contínuo do sistema de controle do espaço aéreo dos últimos anos, entre 5 a 10% ao ano, e das despesas obrigatórias, que envolvem benefícios assistenciais e transferências de militares, como impactos futuros sobre o orçamento da FAB.

“Se não tomarmos alguma atitude agora, em alguns anos não teremos dinheiro para cumprir a nossa missão”, explicou.

MUDANÇAS PROGRAMADAS

Entre as ações programadas está a otimização dos processos, por meio da centralização administrativa. Um exemplo é o Grupamento de Apoio do Galeão, no Rio de Janeiro, que passou a apoiar sete mil militares de dez unidades com atividades como almoxarifado, transporte de superfície, licitações, contratos, tecnologia de informação, arquivo, entre outros. A iniciativa de separar as atividades administrativas do lado operacional busca uma estrutura organizacional focada na operacionalidade.

Além disso, o plano prevê o incremento de tecnologia da informação e a intensificação no uso de simuladores para redução nos custos de horas de voo; uso intensivo de tecnologia de ponta como aeronaves não tripuladas e satélites.

“Essas novas aeronaves ( KC-390 e Gripen NG) têm recursos tecnológicos que requerem profissionais especializados e focados integralmente na sua atividade”, explica o Comandante. “É um dinheiro que vem de impostos, da sociedade brasileira. Então, temos que melhorar a capacitação e a produtividades dos nossos recursos”, avaliou.

 

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