FRONTEIRAS> Jungmann anuncia mudanças na Operação Ágata

Fonte: Ministério da Defesa//

Raul Jungmann anunciou que a Operação Ágata, voltada para combater crimes transfronteiriços e ambientais, passará por reformulação em 2017. A operação que era realizada uma vez por ano, tornando-se previsível, será de pequena duração e fracionada durante o ano, tendo um caráter mais imprevisível para o crime organizado, anunciou o ministro da Defesa.

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O governo brasileiro por meio do Ministério da Defesa decidiu empregar a tecnologia israelense de satélite de baixa altitude, que vai ser utilizado pela Defesa, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ibama na fronteira como uma grande ferramenta de repressão aos grupos criminosos. O satélite tem uma resolução de até 50 cm, o que torna mais fácil identificar os alvos.  Além disso, o ministro afirmou que está à disposição para compartilhar com os parceiros dos países Cone Sul o Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (SISFRON), que inclui radares, sinalização, o uso de VANT.

No âmbito de controle de espaço aéreo, Jungmann acha importante a ampliação do cadastro de aeronaves. “As aeronaves irregulares, e que não são devidamente registradas, são um dos vetores mais difíceis de serem controlados. Efetivamente, apresentam um risco, um perigo adicional, além de saber que boa parte do crime transfronteiriço, sobretudo em termos tráfico de drogas e armas tendem a passar pela via aérea”, afirmou o ministro.

Ao final, há uma expectativa do ministério de constituir um grupo de trabalho voltado especificamente para implementação do tratado de comércio de armas e também dos acordos do Mercosul. “Fronteira não é barreira, fronteira não pode e nem deve ser barreira para o combate ao crime transnacional”, ressaltou Jungmann.

Veja aqui o documento da Reunião Ministerial do Cone Sul sobre Segurança nas Fronteiras.

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