GENERAL assume massa falida na segurança pública do Rio de Janeiro

Um dos problemas a serem combatidos pelo Exército na segurança pública do Rio de Janeiro é a condição de massa falida das forças policiais. Metade dos 6.500 carros da PM está parada por falta de manutenção, que afeta até mesmo os caveirões. A Polícia Civil está sucateada, sem material sequer para fazer registros de ocorrência.

O armamento das polícias é antigo, com falta de manutenção adequada e já causou centenas de acidentes, inclusive matando policiais dentro da própria viatura. Enquanto isso a maioria das 200 mil armas do crime são mais modernas. A luta é desigual, com vantagens abissais para os criminosos.

Além disso, faltam ¬32 mil agentes. A Polícia Militar possui pouco menos de 45 mil homens enquanto precisaria de  60,5 mil. A Polícia Civil possui 9.654 agentes, quando o efetivo deveria ser de 23.126.  Na Secretaria de Administração Penitenciária faltam 2.500 agentes.

Esses problemas não serão resolvidos com uma mudança no comando da segurança pública. O general Braga Netto não vai resolver esses problemas apenas melhorando a gestão e colocando generais nos postos chaves da segurança. Vai precisar de dinheiro. E apesar do decreto de intervenção definir que o General pode requisitar os recursos que considerar necessário, de nada vai adiantar requisitar de um cofre vazio, como é o do estado do Rio de Janeiro. E os cofres da União não estão muito diferentes, caso contrário não estariam ocorrendo cortes os orçamentos das Forças Armadas.

O efeito psicológico da intervenção passará em poucos dias. E as condições da massa falida da estrutura da segurança pública, juntamente com a lembrança da presença do Exército por 15 meses na Maré, sem resultados, além de outras ações que tiveram pouco ou nenhum resultado prático, começarão a cobrar a conta.

A missão do Exército no Rio de Janeiro não é fácil e, em 10 meses, dificilmente será cumprida. Principalmente depois que descobrimos que os oito meses da Garantia da Lei e da Ordem, com as Forças Armadas nas ruas do Rio, não serviram nem para que, na intervenção, houvesse um plano de ação. Ou a curva de aprendizagem decantada pelo ministro da Defesa é longa demais, ou a capacidade de aprendizado é curta demais.

Riley Rodrigues de Oliveira
Diretor-presidente – MC2R Inteligência Estratégica
www.mc2r.net

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