GOVERNO> Em encontro integrado com as forças, Defesa discute diretrizes da BID

Fonte: Ministério da Defesa//

Um dia depois da posse do novo secretário da Seprod (Secretaria de Produtos), Flávio Basílio, o Ministério da Defesa reuniu líderes das três forças com o titular da pasta para discutir as novas diretrizes com relação a Base Industrial de Defesa (BID). O chefe de Logística do Ministério da Defesa, almirante Luiz Henrique Caroli, abriu o seminário e destacou que a meta é sair do encontro com propostas concretas para atuação das Forças Armadas. “O principal objetivo é elaborar planos que orientem não só as Forças, como também o Ministério da Defesa, ou seja, nós criarmos documentos que orientem a ação da Secretaria de Produtos de Defesa com relação à Base Industrial de Defesa e da Chefia de Logística com relação às Forças Armadas”, ressaltou o almirante.

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O objetivo do encontro, que acontece nesta quarta e quinta-feira, é consiguir identificar as convergências e divergências entre as listas de necessidades, listas de carências, os planejamentos da Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod) e o Plano de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED), a fim de elaborar o Plano Setorial de Mobilização Militar.

“O grande propósito desse seminário é viabilizar o fornecimento de equipamentos e suprimentos para que as Forças Armadas possam cumprir a sua destinação constitucional, seja para defesa da pátria, para ajuda humanitária, em grandes desastres e catástrofes, e no próprio desenvolvimento do Brasil porque uma ação está ligada a outra. Quando se cria condições para as Forças adquirirem um equipamento, você está desenvolvendo a indústria, que está gerando empregos e está trabalhando indiretamente para o desenvolvimento do País”, esclarece Caroli.

MOBILIZAÇÃO

De acordo com o subchefe de mobilização da Chefia de Logística da Pasta, general Adalmir Domingos, o encontro pretende imprimir uma nova dimensão ao significado das palavras logística e mobilização nas Forças Armadas. Para o Ministério da Defesa, a mobilização no campo de pessoal é empregada no Serviço Militar Obrigatório e no Projeto Soldado Cidadão. No campo de material, são os planos para obtenção das demandas de toda ordem que a área de logística das Forças Armadas não possa prover, e nesses casos, são empregados o Plano Setorial de Mobilização Militar e o Plano Nacional de Mobilização.

“O Ministério da Defesa trabalha permanentemente com foco na interoperabilidade. Nesse contexto, estamos discutindo mecanismos para obtenção das demandas das operações conjuntas que extrapolem a capacidade logística das Forças Singulares”, afirma o general.

O secretário da Seprod, Flávio Basílio, destacou que a questão da mobilização é intimamente vinculada à definição de um produto e uma empresa estratégica de defesa. “Não faz sentido definir o que é empresa ou produto estratégico sem levar em consideração a mobilização que é um dos vetores essenciais para dizer o que é estratégico ao País. São duas variáveis essenciais para definir o que é estratégico do ponto de vista industrial: uma é a elasticidade de mobilização e a outra é o desenvolvimento tecnológico”, explicou o secretário.

 

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