GOVERNO> Orçamento de 2017 traz boa notícia para a indústria de defesa

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A proposta de orçamento para o próximo ano encaminhada ao Congresso Nacional na semana passada (31 de agosto) pelo presidente Michel Temer prevê um aumento de R$ 11 bilhões no orçamento da Defesa. Isso significa que o setor passará a contar com R$ 93 bilhões contra os R$ 82 bilhões de 2015. Para o professor do Ibmec José Luiz Niemeyer, a indústria de defesa deve receber como positiva a notícia, já que está envolvida nos grandes projetos das Forças Armadas. “A nossa indústria de defesa está muita voltada aos grandes projetos das Forças. Não é uma indústria que vai necessariamente fabricar esses projetos, mas, de uma forma indireta, vai participar da cadeia de suprimentos”, explica.

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O especialista no setor conta que o aumento do valor que será repassado ao Ministério da Defesa levará a uma discussão interna entre as Forças sobre qual deverá ser a prioridade do País. “Quando há um aumento no orçamento, há sempre uma disputa interna das Forças, porque cada uma quer priorizar um projeto estratégico. Qualquer orçamento na Defesa é assim. Os orçamentos são impositivos no que se refere ao valor total, mas a discussão dentro de cada arma é intensa e entre as armas principalmente”.

Para Niemeyer, o Exército sai na frente da disputa pela maior fatia do orçamento já que se trata da maior Força brasileira em número de militares. “Na discussão do orçamento acaba se discutindo projeto de força”.

Júlio Miragaya, presidente do Conselho Federal de Economia, também avalia como positivo o aumento do orçamento do setor. “Nenhum país com a dimensão territorial do Brasil pode fazer a defesa do território nacional sem investimento no setor. É uma falsa questão dizer que os investimentos em defesa são improdutivos e não são uteis para uma nação. Como a geopolítica mundial é algo muito dinâmica e dada à dimensão do País e aos recursos que dispõe, não é nada interessante o País ficar indefeso”, avalia.

Segundo o economista, o maior investimento não é prejudicial à economia do País. “Desde que esses recursos não sejam subtraídos dos programas sociais, não vejo problema nenhum (em aumentar o orçamento da defesa). O país gastou, só no ano passado, mais de R$ 500 bilhões com o pagamento do juro da dívida pública. Isso daí não traz retorno nenhum. Se o recurso (para o Ministério da Defesa) for subtraído destes gastos improdutivos, não vejo problema nenhum”.

 

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