INDÚSTRIA > Ministério da Defesa reafirma na Firjan necessidade de cooperação entre empresários e Forças Armadas

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A necessidade de estreitamento dos laços entre a indústria brasileira e as Forças Armadas foi a principal mensagem dada pelo Ministério da Defesa a empresários, durante reunião do Fórum de Defesa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), nesta quinta-feira (22). Durante o encontro, o coronel José Augusto Simões Amaro reafirmou a importância da do aumento de compras de equipamentos e serviços no Brasil, mas observou que para isto ocorrer as indústrias devem se aproximar mais das instituições militares.

O Coronel Amaro participou da reunião como representante do diretor do Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) e secretário-executivo da Comissão Mista das Indústria de Defesa (CMID), brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso. Em sua palestra, ele apresentou um panorama geral da visão que o Ministério da Defesa tem da indústria brasileira de Defesa.

Realçando que o Estado brasileiro deve melhorar as políticas públicas na área, o Coronel explicou que não só os países grandes produtores e exportadores planejam e executam projetos de capacitação de sua base industrial de Defesa. O militar citou países como Turquia e a Coréia como exemplos para o Brasil, pois conseguiram se desenvolver industrialmente para equipar suas próprias forças e se tornaram exportadores.

O Coronel apresentou um quadro dos marcos regulatórios que regem as atividades de Defesa no Brasil, acentuando a necessidade de se implementar várias medidas já reguladas, mas ainda não colocadas em prática. Para o Coronel falta um planejamento de longo prazo, uma vez que as atividades de Defesa não são imediatistas e devem fazer parte de uma política de Estado.

Manutenção de navios
O Almirante José Renato de Oliveira, Coordenador da Manutenção de Meios da Diretoria-Geral do Material da Marinha, chamou a atenção para as grandes possibilidades existentes para a indústria brasileira quando se trata de manutenção de navios.  O Almirante frisou que no ciclo de vida de uma embarcação, o custo de manutenção ultrapassa até cinco vezes o custo de aquisição.

Nesse processo, observou, a Marinha necessita de fornecedores confiáveis capazes de produzir as partes a serem substituídas. O Almirante realçou que há um trabalho que deve ser feito pela Força Naval para dar escala as suas compras e tornar a venda mais atraente para os industriais. O principal, segundo o Almirante, é a Marinha conhecer as indústrias que desejam e são capazes de se integrarem nesse processo.

Com a identificação das indústrias, é possível planejar para padronizar peças que passem a ser utilizadas em um número grande de embarcações. O Almirante convidou os industriais presentes a irem conhecer pessoalmente as necessidades da Marinha a fim de se envolverem nos esforços de manutenção da Força Naval.

Ao final da reunião, Carlos Erane Leal, Presidente do Fórum, agradeceu as palestras e se comprometeu a incentivar as indústrias do Rio de Janeiro a prospectarem as oportunidades de comercialização de seus produtos junto às Forças Armadas.