INDÚSTRIA NAVAL> Desafio é não perder conteúdo local na crise, diz especialista

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Diante da crise econômica que atingiu a indústria naval brasileira com consequente perda de demanda, o desafio é não perder o chamado conteúdo local, acredita especialistas. De acordo com estudo realizado pela Abecoon ( Associação Brasileira da Engenharia de Construção Onshore, Offshore e Naval),  a indústria naval vive hoje o final do segundo ciclo de crescimento no País, que durou de 2000 a 2015 com o aumento da demanda proveniente especialmente do Pré-Sal. Para a entidade, com a retomada do crescimento recente acreditava-se que o ciclo da indústria naval duraria anos, o que levou a aumento de investimento em pesquisas e qualificação de mão de obra.

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De acordo com Raphael Lima, diretor da entidade, a consequência direta das outras crises foi a perda do conteúdo local com a fuga de profissionais qualificados para outros setores. Na análise da Abecoon, o primeiro ciclo de crescimento da indústria foi de 1950 a 1995, quando a indústria naval brasileira ganhou destaque internacional. Todos os ciclos foram seguidos de intenso desemprego no setor e a crise atual já atingiu diferentes classes de profissionais, de soldadores a engenheiros, com o fechamento de estaleiros.

“Recentemente só encontrávamos garotos e idosos trabalhando na indústria naval. Hoje (com a crise e fechamento de estaleiros), vemos como grande covardia o engenheiro que virou motorista de uber. Os jovens perderam o sonho”, analisa Mauricio Almeida, presidente da Abecoon. Para ele, é preciso unir os profissionais do setor a fim de evitar a fuga de conhecimento para o próximo ciclo de crescimento da indústria naval.

A proposta da entidade é reter a mão de obra qualificada no setor naval, a fim de retomar o crescimento do setor. A entidade, que reúne mais de 4 mil profissionais da indústria naval, pretende desenvolver um planejamento colaborativo de longo prazo para fomento da inovação e tecnologia e estabelecer incentivos para a indústria naval.  “Sabemos que este mercado é cíclico, onde em cada vale (crise) da indústria é necessária a reorquestração dos recursos e preparação da nova rampa de crescimento que está por vir”, disse Lima.

 

 

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