INDÚSTRIA NAVAL> Empresas apostam em novas soluções para retomada do crescimento

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Apesar do pessimismo do mercado naval para o próximo ano, algumas empresas já conseguem visualizar uma luz no final do túnel. Segundo especialistas o mercado naval brasileiro tem períodos de aumento de investimento intercalados por crises fortes. A queda atual seria a chance de preparar a retomada do crescimento. Esta é a visão de Murilo Ferreira, diretor da alemã Böning, a baixa demanda do mercado brasileiro deve ser vista como oportunidade para planejamento de novos investimentos.

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“Apesar da crise há interesse em investimentos porque nosso mercado naval é totalmente sazonal. Ele vem de crise e depois de três ou quatro anos ele explode novamente. Este é um momento de investimentos porque, como tem pouca demanda e muitas empresas oferecendo serviços, os investidores têm condições de encontrar mão de obra e parcerias melhores do que quando estávamos em pleno vapor”, explica.

O diretor da espanhola Ghenova, Fernando Javier, a empresa não pretende diminuir os investimentos no Brasil, apesar da queda do mercado nacional. “A gente está confiante que o mercado do setor naval realmente melhore. De fato por isso estamos mantendo o escritório no Brasil e por enquanto não temos ideia de reduzir ou ir embora. Estamos confiantes que o mercado volte. Eu tenho certeza que vai voltar a crescer. Não sei quando, se em dois anos ou três anos, mas tenho certeza que vai crescer”. A empresa, que desenvolve projetos na área naval, já atua no Brasil há seis anos e busca conseguir contratos com a Marinha. De acordo com Javier, a sede da Ghenova trabalha com navios militares para a Força Naval espanhola.

ADAPTAÇÃO ÀS NORMAS INTERNACIONAIS

Para o executivo da Aveva, Jeferson Chedid, a queda no desenvolvimento de projetos deve ser vista como oportunidade para a adequação das empresas às normas internacionais que foram lançadas nos dois últimos anos. Para isso, o gerente de projetos aposta no investimento em novas tecnologias com o objetivo de tornar mais barata a operação da indústria naval.

“Durante muito tempo se investiu em projetos, a gente teve um grande boom no desenvolvimento de projetos. E hoje deu uma estagnada diante dessa crise que nós estamos sofrendo. Em compensação, mesmo com a crise na área de projetos, a operação não pode parar. Porque se para a operação, para o País. Então o que a gente aposta é utilizar a tecnologia para otimizar a operação, automatizar, trazer cada vez mais controles, trazer cada vez mais a união entre o mundo digital e as normas”, explicou.

 

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