INTERNACIONAL> Brasil deve se posicionar contra bases estrangeiras na América do Sul, diz Rubens Barbosa

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança //

transmissao_de_cargo_marinhaA notícia de que a Rússia quer montar no litoral caribenho da Venezuela uma base aeronaval – ou, ao menos, um centro de apoio técnico para navios e aviões de ataque em missão de longa distância – divide especialistas. Esse não é o primeiro caso de uma tentativa de instalação de base estrangeira na região. A Argentina assinou um tratado de defesa e cooperação espacial com a China em 2012 permitindo a construção de uma base espacial na Patagônia que, segundo o cronograma de instalação, começaria a operar já no final de 2016.

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“Fontes militares argentinas qualificadas manifestaram preocupação pelo eventual uso militar da estação chinesa em território argentino e não descartam a possibilidade de que as antenas possam realizar tarefas de seguimento de mísseis. A estação de Neuquém disporá de uma rede de telemetria, seguimento e controle de uso civil e militar. A tecnologia sensível, de uso dual, poderá ser utilizada para o seguimento da atividade aeroespacial e de mísseis”, diz o presidente do Instituto de Relações Internacionais e de Comércio Exterior, Rubens Barbosa, em artigo publicado no jornal Estado de S.P.

Para ele, o Brasil precisa se posicionar com firmeza na defesa da paz na região. “O Brasil tem tradicionalmente se posicionado contra a instalação de bases militares na América do Sul, como ocorreu quando surgiram noticias, que não vieram a confirmar-se, de instalações de bases na Colômbia e no Paraguai. O lulopetismo silenciou por vários anos sobre a base chinesa na Argentina por considerações ideológicas e de paciência estratégica. O governo brasileiro deveria manifestar-se de forma inequívoca em relação tanto à base já instalada no Sul da Argentina, quanto sobre a eventual base na Venezuela. É inaceitável para o Brasil haver bases militares de potência extra-regional em nosso entorno de paz e cooperação. O Brasil deveria convocar o Conselho de Defesa da UNASUL para tratar do assunto e, se confirmadas as noticias, também a OEA e mesmo as Nações Unidas”, defende.

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E completa, “a prioridade do continente sul-americano para o Brasil não deve limitar-se aos interesses econômicos, políticos e comerciais. Deve também incluir a defesa regional em virtude do que o Ministro Raul Jungmann chamou de “solidão estratégica” vivida pela América Latina desde o fim da Guerra Fria nos anos 90. O Brasil deveria, com firmeza, manifestar na defesa de seus próprios interesses”.

O OUTRO LADO
Já o jornalista Pedro Paulo Rezende não vê motivo de preocupação para as autoridades brasileiras. “As informações que eu tenho são de que a Venezuela não está incluída neste pacote de reativação de bases militares russas no Caribe. As bases seriam reativadas em Cuba, e as negociações com a Rússia avançam neste sentido por serem bases que pertenceram à antiga União Soviética, da qual a Rússia é sucessora”, explicou em entrevista ao site russo Sputnik. Para ele, é improvável que a Rússia esteja planejando instalar uma base no País que vive um período de forte instabilidade política.

 

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2 Comentários

  1. duvido que a opinião do Brasil seja levada em conta somos desprezíveis como força militar somos um Paizéco de terceiro mundo governado por socialistas bandidos e corruptos.nossas FFAA foram sucateadas .

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