INTERNACIONAL> Brics pedem reforma do Conselho de Segurança da ONU

Fonte: Agência Brasil//

Na declaração final da 8ª Cúpula dos Brics, realizada em Cavelossim, no estado indiano de Goa, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul fizeram um novo apelo por um mundo multipolar (comandado em conjunto por diversos países). As informações são da Agência Ansa. Aprovado por unanimidade, o documento pede uma “transição rumo a uma ordem internacional mais justa, democrática e baseada no papel central da Organização das Nações Unidas (ONU)”. Por conta disso, os Brics cobram a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas – antiga reivindicação brasileira – para torná-lo mais “representativo e eficiente”.

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bb_michel-temer-posa-foto-oficial-encontro-brics-2016-goa-india_00310162016-850x567A chamada Declaração de Goa tem 109 parágrafos, dos quais seis abordam a questão do terrorismo. O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, pediu para a comunidade internacional agir com “decisão” contra as fontes que financiam e apoiam grupos extremistas. Sobre a Síria, os Brics cobram a construção de um diálogo nacional e de um processo político “guiado por Damasco” – principal discordância entre Rússia e Estados Unidos em relação ao país árabe. Além disso, os cinco países defendem a convivência entre o Estado Palestino e Israel no Oriente Médio.

Contudo, as discussões durante a cúpula foram dominadas por questões “internas”, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), entidade criada pelos Brics para ser uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A instituição começará a financiar projetos de sustentabilidade em 2017, com previsão de investimentos de US$ 2,5 bilhões. A cúpula de Goa contou com a presença dos presidentes Michel Temer (Brasil), Vladimir Putin (Rússia), Xi Jinping (China) e Jacob Zuma (África do Sul), além do anfitrião Modi.

 

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1 Comentário

  1. Duas das economias que fazem parte dos BRICS já possuem assento permanente no CS. Duvido muito que tanto a Rússia como a China vão querer dividir espaço com um novo jogador. Sem contar com o segundo bloco formado por EUA, França e Inglaterra.

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