JUNGMANN cobra apoio internacional para desenvolvimento de tecnologia nuclear no Brasil

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, cobrou apoio internacional para o desenvolvimento de tecnologia nuclear no Brasil durante o XIV Forte de Copacabana, seminário internacional que discute parcerias entre a América do Sul e a Europa. “No Brasil, (a transferência da tecnologia nuclear) tem sido muito dificultada, quando não impedida, por nações do TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares)”, disse lembrando que uma das diretrizes do documento é a transferência tecnológica para usos pacíficos.

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O Brasil, como País signatário do TNP, tem como diretriz de defesa o não uso de armas nucleares. No entanto, a tecnologia nuclear é tida como estratégica para fins medicinais e uso na defesa, como é o caso do submarino de propulsão nuclear desenvolvido no âmbito do PROSUB da Marinha. De acordo com Jungmann, a América do Sul é a única região desnuclearizada do planeta.

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O ministro também mostrou preocupação com o que ele chamou de “globalização assimétrica”, onde há desenvolvimento tecnológico em algumas partes do planeta e perdas em outras. Para uma plateia que reunia líderes como o presidente do Parlamento alemão, Nobert Lammert, o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, e a comandante da Escola de Defesa da Otan, Chris Whitecross, Jungmann cobrou parcerias em defesa que permitam abertura a  produtos brasileiros na Europa. De acordo com o ministro, o Brasil não está mais na posição de apenas comprador de produtos europeus.

Jungmann disse ainda que preocupa ao Brasil a crescente atenção da Europa para o Atlântico Sul, zona estratégica para a política nacional. “Para o Brasil, o Atlântico Sul é uma zona de paz e nos interessa que se mantenha assim”. Sobre o entorno de paz do Brasil, o ministro ressaltou a agenda de encontros bilaterais que a Pasta tem realizado com os países fronteiriços e mostrou preocupação com a crise na Venezuela. De acordo com Jungmann, apesar da divergência que o tema tem gerado entre os países sul-americanos, todos estão de acordo na necessidade de se evitar intervenção de potências estrangeiras na região. “Não será admitido qualquer intervenção de potências externas na nossa região”, disse. O XIV Forte de Copacabana acontece nesta sexta-feira, 29 de setembro, no Rio de Janeiro. 

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