JUNGMANN emite nota de repúdio contra reportagem sobre corrupção nas Forças Armadas

revista-epoca-capa-da-edicao-1008-homeO Ministério da Defesa (MD) emitiu uma nota de repúdio contra a reportagem “Corrupção Fardada” publicada na revista Época desta semana. A publicação apresenta dados de desvio de dinheiro nas três Forças para argumentar que os militares não são “mais honestos” que os civis, numa tentativa de provar que a tese da intervenção militar não tem fundamento. “Embora os casos não apontem um cenário de corrupção institucionalizada e generalizada, os processos trincam o argumento recentemente vociferado por apoiadores de uma estapafúrdia intervenção militar como solução para a crise atual, como defendido recentemente pelo general do Exército Antonio Hamilton Martins Mourão”, diz a reportagem. (Leia aqui o trecho da reportagem). 

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Segundo o MD, a reportagem “ofende profundamente a honra e a dignidade dos militares brasileiros, bem como da instituição Forças Armadas, integrada pela Marinha, Exército e Aeronáutica”. “A referida reportagem induz o leitor em erro ao colocar casos que estão ainda em fase de investigação do Ministério Público Militar como se fossem processos encerrados, com culpa comprovada. Outro ponto falho da reportagem consiste no fato de pinçar poucos desvios de condutas que excepcionalmente foram praticadas por militares e divulgar com conotação de que se trata de uma prática geral, comum e corriqueira no âmbito das Forças Armadas, o que evidentemente não corresponde à verdade e ofende a dignidade das Forças Armadas”, escreveu em nota a Pasta.

.: Leia aqui a nota do Ministério da Defesa

A revista Época aponta 255 processos pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público em proveito próprio) e 60 por corrupção ativa ou passiva abertos nos últimos cinco anos. Ainda de acordo com a publicação o prejuízo dos militares corruptos aos cofres públicos gira em torno de R$ 30 milhões, bem menos que os valores apontados na Lava Jato. Mas, segundo a reportagem isso não atesta para os méritos dos militares e, sim, para a falta de oportunidade de desviar quantias maiores. “Militares não têm acesso aos maiores cofres do governo federal, não fazem campanha eleitoral e não têm conexões no Congresso para aprovar leis. Ou seja, têm menos oportunidades de fazer negociatas”, diz a reportagem.

Para o MD, “a reportagem, a todo instante, manipula os números no sentido de cunhar a pecha de desonestos aos militares, o que constitui um acinte injustificável”. “Além do mais, a reportagem sequer informa à população que grande parte dos casos investigados pelo Ministério Público da Militar e pelo Tribunal de Contas da União são levantados e detectados pelas próprias Forças Armadas e comunicados àqueles órgãos de controle para o exercício de suas competências legais”, diz a nota.

E, conclui o MD: “Assim, contrariamente ao que restou divulgado, defendido e propagado pela reportagem, que coloca em cheque a honestidade dos militares brasileiros, os números destacados impõem, com nitidez, apenas duas conclusões:
a)      a intolerância das Forças Armadas com a corrupção e com o desvio de conduta;
b)      a inexistência de impunidade no âmbito militar.
Deste modo, nota-se que as afirmações levianas da reportagem da Revista Época possuem o único propósito de ofender a honra, a dignidade, o conceito, o nome e a reputação das Forças Armadas, bem como de imputar aos militares brasileiros a peja de desonestos, o que impõe a concessão de direito de resposta ao Ministério da Defesa”.

Por: Christiane Sales 

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