JUNGMANN: Forças Armadas estão prontas para ações integradas de segurança no Rio

Fonte: Agência Brasil//

O ministro da Defesa, Raul Jungman, informou, nesta quinta-feira (20), que as Forças Armadas já constituíram um estado-maior conjunto para operações integradas no Rio de Janeiro e que o ministério está preparado para apoiar a fase Rio de Janeiro do Plano Nacional de Segurança definido pelo governo federal para até o fim do próximo ano. De acordo com Jungmann, as Forças Armadas poderão ser usadas se houver necessidade.

.: Leia também: VILLAS BÔAS: ‘Não gostamos de participar das GLO’

“Estamos ativando as Forças Armadas, em função do Plano Nacional de Segurança, fase Rio de Janeiro. Este é um plano que irá até o fim do governo [Temer] e será feito conjuntamente com o governo do Rio de Janeiro e muito em breve terá o seu início, contando com apoio integral, permanente, toda vez que se fizer necessário, das Forças Armadas”, disse Jungmann, após reunião com representantes da área de segurança dos governos federal e estadual, no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer e o governador Luiz Fernando Pezão.

.: Leia também: Entenda como funciona a atuação das Forças Armadas na GLO

As ações do Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro preveem o emprego de 620 integrantes da Força Nacional, que já estão no estado. Nas últimas duas semanas, chegaram ao Rio 240 agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Até o fim deste mês, chegarão mais 140 policiais. Segundo a PRF, o novo contingente vem de outros estados e se concentrará em locais e horários de maior incidência de crimes com a função de fiscalização e de abordagem.

ATUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS
Segundo o chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, ministro Sérgio Etchegoyen, a reunião não teve objetivo de notícias bombásticas e pirotécnicas. “Não queremos ações midiáticas, mas ações de resultados. É nisso que estamos trabalhando.” Etchegoyen ressaltou que o presidente Michel Temer determinou que todos os meios disponíveis na União – órgãos de segurança pública, Forças Armadas e de inteligência – fiquem à disposição do Plano Nacional de Segurança Pública, “à disposição deste esforço no Rio de Janeiro”.

Ele ressaltou, porém, que a atuação das Forças Armadas, se necessária, não terá caráter de ocupação permanente. O ministro informou que o presidente Temer determinou a instalação de um comando conjunto das três Forças no Rio de Janeiro para que, quando for necessário o emprego de força armada, isso aconteça. “Não estamos trabalhando com ocupações prolongadas, diárias e de interdições. Não. Estamos com ações pontuais que vão trazer os resultados de que nós precisamos e dos quais tanto carece a sociedade do Rio de Janeiro.”

ORÇAMENTODA DEFESA PARA SEGURANÇA
Etchegoyen destacou que as ações já contam com recursos orçamentários, que permitirão realizar as ações previstas até o fim do ano que vem, nas condições que foram apresentadas. “A palavra-chave, o elemento essencial da reunião de hoje, é a garantia da integração de todos os esforços de todas as esferas da União e de todos os órgãos de cada esfera administrativa”, afirmou.

O secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, José Levi Mello do Amaral Júnior, disse que, pelo ministério, a Polícia Federal fará parte das atividades do plano no Rio de Janeiro, junto com a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, de forma integrada às demais áreas de segurança. De acordo com o secretário, a ideia é reproduzir o legado de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. Ele enfatizou, porém, que o governo federal não deixará de atuar de maneira coordenada no Rio de Janeiro.

O efetivo da Polícia Rodoviária Federal Rio de Janeiro vai desenvolver a Operação Égide, de combate ao roubo de cargas nas rodovias federais que cofrtam o estado, mas poderá atuar também em outras rodovias. “Para fazer frenteao grande problema do roubo de cargas nas rodovias de competência da Polícia Rodoviária Federal, sem prejuízo de, em coordenação com o governo do Rio, ter outras obrigações em outras rodovias”, acrescentou Levi.

A PRF informou que o nome Égide foi dado à operação porque, “na mitologia grega, Égide era o escudo que pertencia à deusa Palas Atenas e passou a significar proteção, aquilo que pode servir para amparar, o que oferece defesa, objetivo da Operação Égide em relação aos usuários das rodovias federais”.

Também participaram da reunião no Palácio do Planalto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o secretário nacional de Segurança Pública, Carlos Alberto Santos Cruz; o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência, Janer Alvarenga; e o vice-governador do Rio, Francisco Dornelles.

VEJA TAMBÉM EM

53245_6

Leave A Reply