JUNGMANN: MD espera ‘momento oportuno’ para lançar carreira de Defesa para civis

Fonte: Aerovisão//

A proposta do Ministério da Defesa (MD) de criar uma carreira de Analista de Defesa Nacional ainda não tem data certa para ser implementada. Segundo o ministro Raul Jungmann, a conjuntura econômica do País tem impedido o ingresso dos cerca de 300 profissionais de nível superior na Pasta. “O MD tem avaliado o momento oportuno para reapresentação da proposta, considerando que a criação da carreira gerará aumento de despesa”, disse em entrevista a Revista Aerovisão. Reproduzimos a segunda parte da entrevista.

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AEROVISÃO: O MD não possui, ainda, uma carreira específica de servidores civis efetivos. Existe um projeto de lei para mudar essa situação? Como está o andamento? No que a contratação desses profissionais pode vir a somar para as atividades do Ministério?
RAUL JUNGMANN:
A proposta de criação da Carreira de Defesa Nacional origina-se de determinação da Estratégia Nacional de Defesa, aprovada pelo Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008. Dessa forma, a proposta foi submetida ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão em 2010, órgão competente para análise. Em fevereiro de 2015, a proposta foi restituída ao Ministério da Defesa para reavaliação, tendo em vista o início de um novo mandato presidencial. Portanto, não se tornou Projeto de Lei, uma vez que não chegou ao Congresso Nacional. Desde então, diante da crise econômica do País, o MD tem avaliado o momento oportuno para reapresentação da proposta, considerando que a criação da carreira gerará aumento de despesa. O prazo para apresentação de propostas para criação ou reestruturação de carreiras é 31 de maio de cada exercício. Atualmente, a força de trabalho civil do MD é composta basicamente por requisitados de outros órgãos e cargos comissionados. Pela proposta, a Carreira de Defesa Nacional será composta de 300 cargos de Analista de Defesa Nacional, de nível superior, a serem providos gradualmente no decorrer dos anos, por meio de concurso público. A carreira terá perfil estratégico, possibilitando aos civis participarem da formulação de políticas e programas na área de Defesa Nacional. Nesse sentido, representa um ganho significativo para o desenvolvimento das atividades institucionais do MD.

AEROVISÃO: Completar 18 anos é o marco da maioridade na cultura brasileira. Com quais ensinamentos/lições aprendidas o MD chega a essa idade?
RAUL JUNGMANN:
Fundado para ser um órgão de interlocução entre os meios civil e militar, o Ministério da Defesa coleciona importantes conquistas ao longo desses anos, além de se consolidar na realização de operações conjuntas entre as Forças Armadas. O Ministério tem dado sua contribuição para o avanço da Defesa no Brasil, não só no que diz respeito ao emprego das Forças Armadas (FFAA), mas também como ação junto à sociedade e em prol do desenvolvimento do País. Entre os avanços destaca-se o fato de o MD ser um dos maiores orçamentos da Esplanada, com investimentos nos projetos estratégicos fundamentais ao País, como o Programa de Submarinos (Prosub), o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o programa FX-2 (caças Gripen NG) e o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Coube ainda à Defesa atuar na coordenação de grandes eventos realizados no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Rio 2016. Além disso, são grandes os avanços na área de indústria de defesa, em missões de paz e projetos sociais. O aprendizado é contínuo e crescente. Recentemente, tem-se aprimorado o trabalho integrado com órgãos de segurança pública, como para Garantia da Lei e da Ordem, e, ainda, o apoio em questões logísticas, como eleições, e operações com outros Ministérios, por exemplo, o emprego das Forças para o transporte de órgãos para transplantes e o combate ao mosquito Aedes aegypti.

 

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