LEGISLAÇÃO> Indústrias nacionais de drone perdem oportunidades de negócios por falta de legislação

Fonte: Com inf. de Jornal do Comércio//

Fundada em 2008, a SkyDrones, de Porto Alegre (RS), é uma das poucas indústrias nacionais que consegue se manter na espera da regulação do mercado de drones. Pioneira em desenvolvimento, fabricação e operação de Vants (Veículos Aéreos Não Tripulados) de captação de imagens e inspeções, assim como drones de pulverização agrícola, a empresa percebe que o futuro é de ótimas perspectivas, mas ainda precisa do impulso regulatório.

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drone-policia1“Hoje, somente quatro indústrias brasileiras estão trabalhando com Vants. Ainda assim, temos tido alguma demanda de produção, porque nos posicionamos como fornecedores para grandes corporações, que atuam com liminares permitindo as operações”, reconhece o diretor da SkyDrones, Ulf Bodgawa. Para ele, há uma questão-chave a ser considerada na necessidade da regulação para Vants: “Existem equipamentos importados, na verdade, até contrabandeados, uma vez que não há licença para uso no Brasil. Isso é um prejuízo enorme, uma perda de oportunidade para a indústria em geral”, argumenta.

Na dimensão de desenvolvimento tecnológico, os Vants hoje são objetos de estudos bem intensos que envolvem empresas e universidades. “As possibilidades são gigantes. Informações de empresas estrangeiras dão conta de que o mercado de Vants deverá movimentar US$ 150 bilhões em cinco anos no mundo”, informa o empresário.

Em setembro, um grupo de empresários do setor concluiu durante o Fórum Empresarial de Drones que “a falta de regulamentação do setor é a maior barreira” para o segmento. “Esta indefinição da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) gera um ambiente desfavorável que afasta investidores do setor e não permite segurança jurídica para que grandes contratos sejam assinados. O momento ruim da economia e a cotação da moeda norte-americana reduzem a capacidade de investimento e tornam as plataformas e softwares importadas ainda mais caros”, divulgaram no final do encontro.

Segundo a consultoria americana Teal Group, o segmento de drones vai movimentar US$ 91 bilhões até 2024 em todo o mundo. A maioria desses veículos são utilizados para fins militares (89%), mas a expectativa é que a produção e comercialização desses veículos aqueçam ainda mais a economia global, gerando mais empregos e criando novas perspectivas de negócios. Inclusive no Brasil, que é um País tão receptivo a novas tecnologias. De acordo com um estudo realizado por uma parceria entre a Intel e a Penn Schoen Berland, empresa de pesquisas de mercado, oito em cada dez brasileiros veem essa tecnologia auxiliando no funcionamento da sociedade. Já a Associação Brasileira de Drones projeta que o setor deve fechar 2016 com um faturamento de R$200 milhões na indústria local.

 

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