MARINHA avalia estaleiro russo Rosoboronexport para projeto de Corvetas Tamandaré

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

Uma das 20 empresas interessadas na licitação do projeto de Corvetas Classe Tamandaré da Marinha do Brasil (MB), a russa Rosoboronexport recebeu visita do diretor-geral do Material, Almirante de Esquadra Luiz Henrique Caroli, e do diretor de Sistemas de Armas da MB, Vice-Almirante José Renato de Oliveira, na última terça-feira, 27. Segundo a Força Naval, o objetivo da visita ao estaleiro foi conhecer “um navio que guarda características com o Projeto das Corvetas Classe Tamandaré”. Os almirantes estão na Rússia para o Salão Naval Internacional de Defesa, que acontece de 26 de junho a 2 de julho, em São Petesburgo.

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Segundo a estatal russa, a visita foi um convite da própria Rosoboronexport. “A Marinha do estado latino-americano está interessada na construção de navios tipo corveta”, divulgou o serviço de imprensa do estaleiro naval. Durante a visita, a empresa exibiu as capacidades de construção da corveta e apresentou a corveta Project 20382 Tiger projetada para exportação.

“As partes discutiram a possível participação do Estaleiro do Norte na organização da construção dos navios nas instalações de produção do Brasil. O diretor-geral do estaleiro, Igor Ponomaryov, sugeriu a opção de construir um ou dois navios no estaleiro e depois continuar a produção do lote no Brasil”, divulgou em nota o estaleiro. Segundo a imprensa local, os almirantes brasileiros “ficaram fascinados com o potencial de impulsionar o desempenho do Tigre e incorporar peças feitas no exterior no navio”.

PROJECT 2032 TIGER
A Corveta Tigre (Projeto 20382) é um modelo de exportação da classe Project 20380 Steregushchy, que é a classe de corveta mais recente da Marinha russa. A Rússia pretende comprar pelo menos 30 navios de classe Steregushchy para todas as principais frotas. O primeiro foi encomendado em novembro de 2007, de acordo com Jane’s Naval Forces News.

A Tigre foi projetada para destruir submarinos inimigos, navios de superfície e aeronaves e poder proteger fronteiras e patrulhar zonas econômicas exclusivas. Embora o casco e a superestrutura sejam feitos de aço, os navios apresentam materiais e tecnologias secretas. Alimentado por motores a diesel, a embarcação tem uma velocidade máxima de 27 nós e uma velocidade econômica de 14 nós, o que proporciona uma faixa de 4 mil milhas náuticas e uma resistência de 15 dias, de acordo com Rosoboronexport.

O navio pode ser equipado com uma variedade de armas, incluindo pistolas de 100 ou 76,2 mm, metralhadoras de 14,5 mm, torpedos de 533 mm e uma variedade de mísseis (por exemplo, P-800 Oniks, Uran -E ou Yakhont). Além disso, os navios têm capacidade para um helicóptero como o Kamov Ka-27, que é transportado nos navios russos.

CORVETAS TAMANDARÉ
A Corveta Tamandaré é uma “evolução comedida” da corveta Barroso (incorporada à Marinha em agosto de 2008). O projeto prevê a construção de quatro corvetas de 2,7 mil toneladas com ampla carga digital, sistemas e armamento de última geração. Cada unidade vai sair por US$ 450 milhões. A longo prazo, as encomendas podem chegar a 12 unidades. O início da construção está previsto para 2019 e as entregas serão feita no período de 2022 a 2025 – na cadência de um navio por ano.

VEJA NOTA DA MARINHA

Senhor jornalista,
Em relação à matéria divulgada hoje, 27 de junho, no site da agência de notícias Tass, intitulada “Brazilian Navy interested in Russian corvettes ” , a Marinha do Brasil esclarece que o Diretor-Geral do Material da Marinha e o Diretor de Sistemas de Armas da Marinha estão participando do Salão Naval Internacional de Defesa, no período de 26 de junho a 02 de julho, em São Petesburgo. No dia de hoje, estiveram no estaleiro citado na matéria a fim de visitar um navio que guarda características com o Projeto das Corvetas Classe Tamandaré (CCT), apenas com o propósito de conhecê-lo. Ressalta-se que a empresa estatal Rosoboronexport é uma participante, entre outras 20 empresas, no processo licitatório do Projeto CCT.
Atenciosamente,
FLÁVIO AUGUSTO VIANA ROCHA
Contra-Almirante
Diretor

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