MARINHA inaugura ‘Centro de Solo’ em parceria com Embraer e Fundep

A Marinha do Brasil (MB) inaugurou o “Centro de Solo” do Sistema Distribuído de Fusão de Dados para Aplicações Navais (SDFDAN). O espaço faz parte do Acordo de Cooperação Tecnológica com a Embraer e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), dentro da chamada pública Inovação Tecnológica nos Setores Aeroespacial, Defesa e Segurança (INOVA Aerodefesa) fomentada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

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centro_de_solo_2_copyO Projeto do Sistema Distribuído de Fusão de Dados para Aplicações Navais tem por objetivo evoluir as tecnologias desenvolvidas de fusão de dados Multi Sensor Track (MST) e Multi Source Correlator (MSC) por meio da sua aplicação em campo, utilizando dados reais dos sensores navais. O sistema permite fornecer uma visão situacional integrada do cenário operacional, de forma distribuída, através da utilização de um Enlace Automático de Dados.

Segundo a Marinha, o Centro de Solo permite a coleta de dados e a fusão das informações oriundas de diversos sensores, ativos e passivos, instalados no Instituto de Pesquisas da Marinhae sítios fixos no entorno da Baía da Guanabara e, em mais 2 sítios móveis, posicionados conforme a necessidade. O laboratório e os sítios de sensores serão os legados a serem entregues ao instituto ao fim do projeto, previsto para setembro deste ano.

A partir desta inauguração até o fim do projeto, o Instituto participará ativamente dos trabalhos de análise e integração dos dados obtidos dos diversos sensores (radares, câmeras e equipamentos de comunicação).

Como atividades da Embraer e do Instituto de Pesquisas da Marinha foram apresentadas a integração dos dados do projeto com o SCUA (Sistema de Consciência Situacional Unificada por Aquisição de Informações Marítimas) desenvolvido para o Comando de Operações Navais; a comparação de desempenho de algoritmos de fusão e rastreio de alvos radar desenvolvidos pela Embraer, com algoritmos desenvolvidos pelo instituto e com soluções comerciais adquiridas de fornecedores internacionais; a instalação da versão SCUA mobile em equipamento telefônico móvel com elevados requisitos de segurança (em hardware e software) desenvolvido pela Embraer e a integração dos contatos submarinos detectados pelo VIPP (Vigilância e Informações Passivas em Portos).

Este trabalho conjunto permite complementar as atividades de desenvolvimento da Indústria Nacional de Defesa e o Instituto de Pesquisas da Marinha no âmbito de detecção e rastreio de alvos, fusão de dados multiplataforma e sistemas de comando, controle e consciência situacional, acelerando a independência tecnológica do Brasil nas referidas áreas de conhecimento.

Fonte: Marinha

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