MARINHA vai comemorar 195 anos da Esquadra Brasileira em novembro

A Esquadra da Marinha Brasileira, cuja sede fica na Ilha do Mocanguê, completa 195 anos no mês de novembro. O aniversário será comemorado no dia 10, quando será realizada cerimônia militar, com a presença do comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, dos membros do almirantado, antigos comandantes da Esquadra, entre outras autoridades militares e civis. Na ilha estão a Base Naval do Rio de Janeiro e a Base Almirante Castro e Silva, que apoiam respectivamente os navios e submarinos da esquadra. A Marinha do Brasil (MB) é a maior da América do Sul e da América Latina e a segunda maior das Américas, atrás apenas da Marinha dos Estados Unidos.

.: Leia também: A renovação da Esquadra e a Indústria Brasileira de Defesa

A Esquadra é composta pela Força de Superfície, Força de Submarinos e Força Aeronaval, posto sob comando único, para fins administrativos. O efetivo é de cerca de 13 mil militares. Ela é composta por navios de combate e de apoio, como as fragatas, corvetas, navios de desembarque de carros de combate, Navio Doca-Multipropósito, Navio Tanque, além de submarinos, aviões e helicópteros.

Nem todos os navios da Esquadra encontram-se no momento na Ilha de Mocanguê, pois participam de missões dentro e fora do país. Aqueles que estão em manutenção normalmente ficam atracados no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Atualmente, a Corveta Barroso se encontra no Líbano, atuando como capitânia da Força-Tarefa Marítima das Nações Unidas na região; e o Navio-Escola Brasil se encontra no Atlântico Norte, realizando Viagem de Instrução de Guardas-Marinha.

“A esquadra representa a parcela principal do poder naval brasileiro destinada à defesa da Pátria. Ela representa prestígio para o Estado, além de milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na área de serviços quanto no setor industrial e de ciência e tecnologia”, conta o atual Chefe da Esquadra, Vice-almirante Alípio Jorge.

A Base Naval Almirante Castro e Silva é a mais antiga, fundada em 6 de maio de 1941, com o nome de Base da Flotilha de Submarinos, para apoiar os classe Perla adquiridos da Itália. Hoje é a única base da Marinha que opera permanentemente com submarinos e navios de apoio. A segunda, a Naval do Rio de Janeiro, é a principal base operacional da Marinha e sede do comando da Esquadra. Ficam lotados nela quase todos os principais navios, com exceção do navio escola Brasil.

O reparo naval na Ilha de Mocanguê é feito desde o início do século XX. Durante muitos anos suas instalações pertenceram à antiga empresa estatal Companhia Lloyd Brasileiro, passando para a Empresa de Reparos Navais Costeira S/A no final dos anos 1960, e, em 1972, para a Marinha, sendo denominada em 1977, Estação Naval do Rio de Janeiro e, finalmente em 1986, Base Naval do Rio de Janeiro. Tem arsenal com dique seco capaz de docar corvetas, fragatas e outros navios.

ESQUADRA DA MARINHA
A Esquadra foi criada pelo imperador Dom Pedro I, logo após a proclamação da Independência, em 1822. Apesar do grito do Ipiranga, nas províncias do Norte, Nordeste e Cisplatina (onde hoje é o Uruguai), as Juntas de Governo continuavam leais às Cortes de Lisboa. O objetivo foi evitar a fragmentação do país e consolidar a separação de Portugal. A primeira Esquadra rumou a Montevidéu para expulsar as forças que lutavam para manter a Província Cisplatina sob domínio português. A Esquadra participou grandes eventos, como a Batalha do Riachuelo, pela Guerra do Paraguai, em 11 de junho de 1865; em 1918, quando a campanha submarina alemã, na I Guerra Mundial, atingiu os navios mercantes brasileiros, a Marinha enviou uma força naval para patrulhar a costa africana entre Dakar e Gibraltar; na noite de 21 para 22 de agosto de 1942, quando o submarino alemão U 307, nas costas de Sergipe, afundou cinco mercantes, com a perda de 607 passageiros, durante a II Guerra Mundial.

Fonte: A Tribuna

VEJA TAMBÉM EM

53245_6

Leave A Reply