MARINHAS do Cone Sul preparam maior exercício de guerra fluvial das Américas

Fonte: Plano Brasil//

As Marinhas de Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai e Bolívia vão se unir na operação multinacional Acrux VIII, maior exercício de guerra fluvial das Américas, que terá lugar na região argentina dos rios Ibicuy e Paraná, no período de 21 a 30 de agosto. Durante a Acrux serão executadas manobras de ataque e de defesa em águas restritas, deslocamentos de fuzileiros navais em áreas ribeirinhas e missões de busca e salvamento com o apoio de aeronaves e da Agrupación de Buzos Tácticos da Argentina. Será dada ênfase também às táticas de abordagem a embarcações suspeitas de narcotráfico e pirataria.

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A agenda de manobras da Acrux VIII teve sua importância realçada por um fato ocorrido neste mês. Na terça-feira (13.06), por volta do meio-dia, uma ação rápida empreendida por embarcações da Prefectura General Naval (Guarda Costeira) e da Secretaria Nacional Anti-Drogas (SENAD) do Paraguai tomou de assalto o rebocador empurrador Juanjo A, de bandeira paraguaia, que se encontrava, juntamente com 15 barcaças transportadoras de soja, no amarradero do Club de Caza y Pesca de Paredón, em águas do rio Paraná.

O clube está situado na zona de Hoenau Alto Parana, a cerca de 50 km da cidade de Encarnación. Os agentes descobriram, misturados à soja, 620 pacotes de maconha que perfaziam uma carga ilícita de 18 toneladas da droga (imagem a seguir). Treze tripulantes do rebocador (inclusive o capitão, o prático e o chefe de máquinas) foram detidos, e uma pistola apreendida. O comboio movido pelo Juanjo A procedia do Porto de Don Joaquín, da localidade de Capitán Meza, no km 1.700 da margem direita do rio Paraná, e tinha como destino a cidade uruguaia de Nueva Palmira, de onde a maconha – originária do departamento de San Pedro –, seguiria viagem para a Argentina.

OPERAÇÃO MILITAR ACRUX VIII
O planejamento da Operação Acrux VIII está sob a responsabilidade da Área Naval Fluvial da Armada Argentina e do Comando da Escuadrilla de Ríos da corporação. As manobras vão envolver uma dezena de navios e aproximadamente 1.000 militares dos cinco países. Apenas a Bolívia não terá embarcações no exercício. Os bolivianos participarão das manobras na condição de observadores.

Os argentinos mobilizarão as suas unidades disponíveis na Escuadrilla de Ríos: os navios “multipropósitos” ARA Ciudad de Zarate (Q61) e ARA Ciudad de Rosario (Q62) – ambos da classe americana Red Cedar –, de 525 toneladas (foto abaixo), e a lancha de patrulha ARA Río Santiago, todos barcos lentos e antiquados, que, mesmo para a operação em rios, representam apenas um reduzido valor militar. Com eles será empenhado também um contingente do Batallón de Infantería de Marina N° 3, orgânico da Área Naval Fluvial.

A Marinha do Brasil será representada por duas embarcações da Flotilha do Mato Grosso, além de um destacamento de fuzileiros navais do Grupamento de Ladário (MS). Nesta terça-feira, a Armada Uruguaia deu início, no rio Uruguai, à simulação de guerra em zona ribeirinha intitulada Río Revuelto, que serve de preparação ao exercício Acrux. A operação vai se estender até o próximo dia 19, envolvendo três navios, dois aviões e um helicóptero, além de um contingente do Corpo de Fuzileiros Navais local.

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