MD explica estratégia de aproximação com os Estados Unidos

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

As últimas semanas foram marcadas por notícias de aproximação entre Brasil e Estados Unidos no setor de defesa. Acordo bilateral para o desenvolvimento de um produto de defesa, intercâmbio de treinamento de tropas do Exército, abertura de um laboratório de pesquisa do Exército americano no Brasil, visita do Comandante americano ao Brasil, entre outras. O Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Almirante Ademir Sobrinho, ameniza os impactos das notícias. Para ele, a cooperação entre os dois países sempre existiu e as últimas informações são reflexos apenas de uma intensificação dos acordos bilaterais.

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“Agora a tendência é intensificar esse relacionamento. Eles têm nos procurado, tem nos oferecido oportunidade de cooperação e não podemos deixar isso de lado. Dentro do Ministério da Defesa existe um relacionamento muito bom. Eu tenho falado de dois em dois meses com o Comando Sul dos Estados Unidos estreitando os nossos laços de cooperação. Eles têm uma vontade muito grande de intensificar essas cooperações porque veem no Brasil um ator preponderante, de força aqui na América do Sul”, explicou o Almirante.

Nas palavras do secretário de Produtos (Seprod) do Ministério da Defesa, Flávio Basílio, “os EUA são parceiros estratégicos para o País” e não existe risco do Brasil se posicionar como coadjuvante. “Essa é uma relação onde Brasil e Estados Unidos andam lado a lado, onde não tem um país que seja líder. Na verdade, o que há é uma cooperação”, explicou em entrevista ao ID&S. “Não existe essa estratégia de ser consumidor. O Brasil tem uma estratégia muito bem definida. Nós estamos buscando parcerias. O acordo inclusive que nós firmamos com o governo americano coloca essa relação em forma de parceria e não na forma de comprador e vendedor. Nossa estratégia hoje é ter colaboração”.

Para Basílio, o acordo entre Embraer e Rockwell Colins divulgado durante a LAAD Defense & Security ilustra bem o objetivo brasileiro. “A própria Embraer vende para o governo americano. Nós temos hoje Super Tucano sendo usado no Afeganistão. Então isso mostra que a nossa relação não é somente de compra e venda. É uma relação de parceria. E esses acordos que estamos fazendo buscam colocar essas relações comerciais, industriais e, principalmente, de desenvolvimento em um novo patamar”, enfatizou.

Segundo o secretário, a pasta negocia novos acordos com a potência militar. “Estamos também discutindo cooperação na área de engenharia para que os nossos engenheiros e os engenheiros americanos possam trabalhar em conjunto. E na sequência vamos assinar um terceiro acordo que é de cooperação de desenvolvimento para que tenhamos um produto genuinamente feito por empresas brasileiras e empresas americanas com suporte dos dois governos para que a gente possa explorar terceiros mercados”, finalizou.

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