MINUSCA: Alto comissário da ONU se diz preocupado com situação volátil na República Centro-Africana

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, disse estar preocupado com a situação volátil na República Centro-Africana. Numa nota, Zeid se referiu  aos casos de discurso de ódio e incitamento à violência com base na religião, bem como recentes assassinatos e ataques na capital do país, Bangui. Zeid disse que esta violência “mostra quão volátil é a situação e a facilidade com que as pessoas podem ser transformadas em multidões enfurecidas prontas para atacar os seus vizinhos com base na sua religião”.

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Zeid receia que “com discurso de ódio e incitação à violência tão prevalente na mídia e nas redes sociais, as erupções espontâneas de violência como a de 1 de maio se possam tornar mais difusas e difíceis de conter.” O confronto citado pelo alto comissário aconteceu no bairro PK5 de Bangui, e deixaram pelo menos 185 ficaram pessoas feridas e 22 mortos. Entre os feridos estavam dois militares brasileiros que serviam à Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca. Segundo o Ministério de Defesa, os militares brasileiros passam bem. O confronto começou depois que um grupo armado atacou uma igreja.

Zeid também pediu ao governo do país e à comunidade internacional que seja extremamente vigilante e tome medidas sérias para conter a violência. Segundo ele, os cidadãos da República Centro-Africana “sabem muito bem o que pode acontecer se os sentimentos comunais forem alimentados pela violência.”

SOLDADOS DE PAZ FERIDOS NA MINUSCA

Confrontos como o que feriu dois soldados brasileiros têm acontecido com certa frequência no País. Em outro episódio, no dia 10 de abril, oito soldados de paz ficaram feridos durante troca de tiros com homens armados em Bangui, um boina-azul de Ruanda acabou morrendo. A ONU classificou os episódios como “surto de violência”. A Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro Africana (Minusca) conta atualmente com cerca de 10 mil militares de diferentes países. As operações começaram no início de 2014.

Peacekeeping

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança com inf. de ONU

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