NEGÓCIOS> Brasil e EUA assinam acordo para ampliar parceria entre empresas de defesa

Fonte: Ministério da Defesa//

Brasil e Estados Unidos assinaram uma carta de intenções, oficializando a intensificação do diálogo entre as empresas de defesa das duas nações. O documento foi resultado do encontro “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil e Estados Unidos”, realizado na última sexta-feira, 30, no Palácio Itamaraty, em Brasília. Além da assinatura do documento, que estabelece a regularidade de encontros entre as indústrias de defesa dos dois países, ao longo do evento, foram realizados diversos painéis com o objetivo de apresentar a realidade da indústria de defesa de cada país, bem como seus principais desafios e projetos estratégicos em um futuro próximo.

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Para o presidente da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), Frederico Aguiar, ainda existem muitos pontos a serem debatidos, especialmente, no que diz respeito a legislação e exigências norte-americanas. Ainda assim, ele considerou positivo o encontro que certamente abrirá portas e novas oportunidades. “Saio daqui otimista porque os EUA representam praticamente 52% do mercado global, ao passo que, uma coisa importante a se considerar é a entrada que o Brasil tem pelo nosso posicionamento geopolítico em mercados alvos que, muitas vezes, são difíceis até para eles”, analisou.

itamaraty-grande-iiiDentre os temas que entraram em pauta, esteve a questão da conformidade de exportação, que trata sobre os instrumentos de controle que cada país utiliza para controlar as vendas de equipamentos de defesa. Tanto o Brasil quanto os EUA adotam uma série de regras e certificados com o objetivo de impedir o comércio ilegal de armas. Em outro painel, foram abordadas as condições de certificação de produtos em cada país, para se tentar chegar a um formato de reconhecimento mútuo, que facilitaria o comércio de equipamentos de defesa entre países.

Ao tratar de mudanças em marcos legais necessárias para a indústria do Brasil, o secretário de Produtos de Defesa (Seprod), Flávio Basílio, destacou que essa é uma das formas de melhorar a inteligência comercial do setor. “Esse é um avanço importante, que vai permitir maior segurança e atratividade para que possamos avançar em parcerias estratégicas”, afirmou.

As Forças Armadas do Brasil apresentaram aos Estados Unidos alguns de seus projetos estratégicos para que as indústrias norte-americanas possam ver de que forma podem participar de processos licitatórios, alavancando seus negócios. Os americanos também mostraram para a indústria brasileira seus principais planos na área de defesa no médio prazo, apresentando possibilidades para que a indústria brasileira de defesa possa participar da cadeia global de valor norte-americana como fornecedora de componentes para produtos do segmento.

Além disso, foram apresentadas as prioridades estratégicas das duas nações para o futuro. Cada país falará sobre riscos e possíveis ameaças que podem vir a demandar a produção de determinados tipos de equipamentos e que a indústria precisa estar atenta e preparada para atender.

A embaixadora dos EUA no Brasil, Liliana Ayalde, falou da importância em se colocar empresários do setor frente a frente. “O mais importante de hoje é que as diferentes partes que são necessárias para concretizar projetos binacionais estão sentadas juntas, e não é apenas hoje, é um processo institucionalizado para definir o futuro”, disse.

Para o subsecretário de Comércio dos EUA, Ken Hyatt, a parceria na área de defesa com o Brasil será cada vez maior. “Esse diálogo é um passo muito importante. Ele abre uma nova avenida de cooperação comercial e reflete o pedido dos setores privados que nós recebemos, tanto do Brasil, quanto dos Estados Unidos”, disse.

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