NEGÓCIOS> Empresas acreditam em retomada do crescimento da indústria naval em 2017

Fonte: Marintech//

As dificuldades econômicas enfrentadas por diversos setores do mercado atingiram também a indústria naval do Brasil. No entanto, a expectativa dos empresários do setor é de retomada do crescimento a partir do próximo ano. O diretor da Ghenova Brasil, empresa espanhola e engenharia e construção naval, Andréz Medina Sanz, diz que está otimista com as perspectivas de negócios. “Vamos chamar 2016 de um ano de transição. Não conseguiremos prosperar novamente tão rápido. Até 2017 vai ser complicado, entretanto, é uma oportunidade de fazer a reestruturação interna das empresas atuantes para que, quando o mercado retomar a força de anos atrás, possamos sair fortalecidos. Para nós, 2017 vai ser o ano da volta do crescimento”.

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A declaração é um reflexo da situação econômica do país, que fez com que diversos setores passassem a ser mais cautelosos em seus negócios. Outras grandes empresas da indústria naval do segmento mostram-se confiantes na retomada do crescimento do setor e acreditam no potencial de negócios do país.

Na visão do diretor de vendas e serviços da Böning Brasil, Murilo Santos, o país ainda atrai o interesse do mercado internacional para a consolidação de negócios. “Mesmo sabendo que o mercado poderá sofrer uma retração nos próximos dois anos, temos perspectivas positivas em relação às novas vendas na indústria naval, offshore e on-shore”, reforça. “Acreditamos que a crise abrirá oportunidades de negócios para as empresas, inclusive para nós”, conclui o diretor comercial da Marine Express, Christiano Sestini.

MANUTENÇÃO E REPARO
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) divulgaram que acreditam no redirecionamento da indústria naval para o mercado de manutenção e reparos como a melhor alternativa para recuperar o setor. De acordo com o assessor de planejamento e gestão estratégica da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (CODIN-RJ), que é vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (SEDEIS-RJ), Marcelo Dreicon, em um momento que a crise econômica fez diminuir as encomendas de novas embarcações, o setor de manutenção e reparos se torna uma oportunidade de crescimento para a indústria naval. “No entanto, é um nicho de mercado que, dado o conhecimento adquirido por nossos estaleiros, pode ser melhor explorado”, afirma.

O gerente administrativo do Estaleiro Marciate, Alberto Taborga, concorda. “Realmente houve uma redução no número de encomendas de novas embarcações, mas acreditamos que o setor de reparos ainda tem muito potencial, há bastante mercado e demandas para serem explorados. Além disso, há regiões no país que não possuem empresas capacitadas para atuar nesse segmento, que são carentes desse tipo de serviço e que precisam tê-los”.

Já o superintendente do Estaleiro Renave, Luiz Eduardo de Almeida, acredita que essa não é a melhor solução. “Redirecionar a indústria naval para manutenção e reparo é a única alternativa no momento, mas, na minha opinião, isso não vai recuperar o setor. Pelo contrário, criará uma concorrência nociva. Isso porque os grandes estaleiros, que naturalmente atuam na área de construção naval, nesse momento fogem para o reparo para se manterem competitivos apenas, praticando qualquer nível de preço. Até porque eles possuem grandes estruturas e, normalmente, os reparos não são suas principais fontes de lucros”, pontua.

 

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