NEGÓCIOS: United Tech compra Rockwell Collins por US$ 30 bilhões

Fonte: Jornal de Negócios (PT)//

A United Technologies vai comprar a Rockwell Collins por cerca de US$ 23 bilhões num dos maiores negócios no setor da aviação, criando um gigante na área dos componentes.   Segundo a Bloomberg, a união das duas empresas permitirá fazer frente ao esmagamento de preços imposto por construtores como a Boeing e a Airbus, a quem a United e a Rockwell fornecem componentes desde ecrãs tácteis de cabine a sistemas de voo e motores.

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Incluindo a dívida, o negócio ascende a US$ 30 bilhões, com cada acionista da Rockwell Collins recebendo US$ 140 em ações e dinheiro. A compra supera outras operações no setor, como a aquisição pela mesma United Technologies da Goodrich Corp (US$ 18 bilhões em 2012).

Analistas como Shukor Yusof, da Endau Analytics, não antecipam barreiras concorrenciais à aprovação do negócio, uma vez que a indústria é tão fragmentada que a United Technologies não monopolizará o mercado. Já a área aeroespacial ficará autônoma na Collins Aerospace Systems.

A junção das duas empresas – que estará fechada até ao final do ano – deverá permitir economias anuais de US$ 500 milhões (excluindo impostos) ao fim do quarto ano. A Rockwell Collins ainda está a integrar o produto da sua mais recente aquisição, feita no início do ano – a B/E Aerospace, por 8,6 mil milhões de euros, empresa que produz assentos para jactos de luxo, WC e equipamento de cabine.

BOEING QUESTIONA FUSÃO
A gigante do setor aeroespacial Boeing demonstrou preocupação  com a fusão do conglomerado industrial United Technologies e o fornecedor de equipamentos Rockwell Collins, e disse que poderia usar seus direitos com autoridades reguladoras para examinar o negócio. A empresa declarou estar “cética” de que o acordo entre os dois grandes fornecedores da indústria aeroespacial “seja para o maior interesse ou adicione valor aos nossos clientes e à indústria”. Se a Boeing decidir que a fusão é “inconsistente com esses interesses, nós vamos querer exercer nossos direitos contratuais e buscar as opções regulatórias adequadas para proteger nossos interesses”.

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