A renovação da Esquadra e a Indústria Brasileira de Defesa

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança//

A Indústria Naval Brasileira enfrenta uma severa crise.  Vários estaleiros foram inviabilizados pelas crises do petróleo e da economia, demitiram enormes contingentes de trabalhadores, técnicos e engenheiros.  Ao mesmo tempo, a Marinha brasileira reclama por uma urgente renovação de sua esquadra.  Um grande número de navios já terminou o seu tempo de serviço ou necessitam de profundos serviços de reaparelhamento e renovação.

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É verdade que no passado recente, a Marinha brasileira repassou a estaleiros particulares nacionais encomendas e tecnologia para a construção de navios de guerra e o resultado não foi bom.  Os estaleiros contratados não deram conta das encomendas que tiveram que ser finalizadas no próprio Arsenal de Marinha, como foi o caso da corveta Inhaúma.

Tal sorte não se repete quando olhamos a Força Aérea.  A Embraer vem ao longo das décadas se aprimorando na construção de aviões de transporte e de combate.Firmou convênios com algumas das mais importantes indústrias aéreas do mundo e recebeu recursos e tecnologia que foram transformados em vários equipamentos de sucesso.  Agora mesmo, está engajada na fabricação do Gripen.

É tempo para pensarmos em algo similar para a nossa Força Naval.  Sem sonhos grandiosos, mas com o pé no chão de quem reconhece a necessidade de viabilizar uma Marinha capaz de cumprir seus compromissos no Atlântico Sul e nas cada vez mais movimentadas bacias fluviais brasileiras, notadamente a Amazônica.

A crise em que vivemos talvez possa ensejar uma nova tentativa de utilizar os nossos  estaleiros para suprir as  necessidades da Marinha, sem a repetição dos erros  já cometidos  e aprendidos.

 

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