ORÇAMENTO: Defesa conquista mais recursos para aliviar estrangulamento

A liberação de R$ 5 bilhões no orçamento deste ano será utilizada para pagar obras do governo e bancar o custeio de áreas que já estavam estranguladas, como Defesa e Educação, detalhou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. A maior parte dos recursos – R$ 3,693 bilhões – será usada para cobrir despesas de custeio para o funcionamento dos órgãos públicos. “A distribuição entre os órgãos será feita nos próximos dias. As despesas ao longo do ano ficaram muito comprimidas. Pagamentos de organismos internacionais e Defesa, Ciência e Tecnologia, Educação e Transportes serão as principais áreas a receber recursos nessa reta final”, detalhou Oliveira.

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A falta de recursos foi uma reclamação constante dos comandantes das Forças Armadas neste ano. Como noticiado pelo site Indústria de Defesa & Segurança, a Marinha precisou reajustar o cronograma do seu principal projeto, o Prosub, pela falta de verba para manter o ritmo das obras. Em setembro, o general Villas Bôas disse que só tinha recursos para manter o Exército Brasileiro (EB) até aquele mês. O orçamento desejado pelo EB é de R$ 2 bilhões, mas este ano a Força recebeu menos de R$ 800 milhões. “Houve um contingenciamento de 44% que nos permitiu sobreviver até agora em setembro. Agora estamos em um ‘puxa e afrouxa’ com a área econômica do governo para tentar obter mais recursos que nos permita chegar até o final do ano”, disse em entrevista a Rede Globo em setembro.

Na segunda metade do ano, os três comandantes participaram de audiências no Senado e o discurso foi unânime: a falta de recursos. Espera-se que 2018 seja um ano melhor para os projetos estratégicos das Forças Armadas.

Fonte: Indústria de Defesa & Segurança com inf. de Agência Brasil e Estadão

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